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Agência da Notícia, Sexta-feira 18 de Setembro de 2020

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9 Set 2020 - 15:30

Advogado garante que ex exigiu R$ 500 mil para retirar denúncias em Cuiabá

Edcuardo Mahon diz que existem vídeos, prints e outros documentos que provam inocência de Cleverson Contó, acusado de violência por 8 mulheres

WELINGTON SABINO

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O advogado Cleverson Campos Contó, 33 anos, que está sendo acusado por pelo menos 8 mulheres por crimes de estupro, agressões físicas e psicológicas, ameaças e outros delitos, não participou da coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (9), como sua defesa havia informado no dia anterior. As perguntas foram respondidas somente pelo advogado Eduardo Mahon, que assumiu a defesa do acusado e de imediato desqualificou as denúncias que vieram à tona até o presente momento.

Ele rebateu as acusações das duas mulheres que já se expuseram nas redes sociais revelando detalhes das agressões que afirmam terem sofrido: a digital influencer Mariana Vidotto e a médica Laryssa Moraes. Mahon afirmou que seu cliente estaria sendo vítima de extorsão e alegou que houve um pedido de R$ 500 mil por parte de uma das vítimas para retirar as denúncias e não levar o caso adiante. "Há provas em áudio solicitando meio milhão de reais do meu cliente, para que arquivem as denúncias. Eu não posso expor isso aqui, não vou repetir, não vou reprisar o que elas fazem. Não me cabe fazer isso. Encaminhei ao Ministério Público que é extorsão, encaminhei à Delegacia Especializada. Quem tem que cuidar disso é a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso", afirmou Eduardo Mahon.

Na coletiva, Mahon não citou nominalmente qual das mulheres que teria feito o pedido de meio milhão. Porém, em documentos protocolados por ele no Ministério Público e na Delegacia Especializada da Mulher, o advogado afirma que o pedido de dinheiro partiu de Mariana Vidotto.  

Na entrevista, Mahon foi questionado sobre um vídeo gravado em 2016 que mostra Cleverson Contó desferindo um chute na perna da então namorada Laryssa Moraes. E argumentou que na ocasião houve agressões mútuas, mas que o vídeo foi editado e divulgado apenas a parte que é de interesse da médica.

“Pessoalmente falando, com a minha experiência de mais de 20 anos, ao olhar os fatos eu vi picotes de provas, não vi a cena de pequenos murros na cabeça do doutor Contó que vai aparecer, não vi a cena de camisa rasgada e unhadas e tapas, que vão aparecer. Não vi a cena, ela tentando sufocá-lo no elevador que vai aparecer. Eu vi um recorte dele encostando o pé na canela dela”, colocou o advogado explicando que vai solicitar perícia no vídeo inteiro. “Para dar ao Judiciário, também não é pra rede social, pra dar uma perspectiva completa do que aconteceu porque em tipo de delito quando você entra numa briga com uma pessoa pode ser vias de fato, um delito em que os dois são culpados”, observou.

Mahon ainda foi questionado sobre a existência de oito boletins de ocorrência registrados por mulheres desde 2015, acusando o advogado Cleverson Contó de agressões e violência. E  respondeu que não é advogado de casos antigos, embora, segundo ele, vários dos documentos policiais são dos mesmos fatos e das mesmas supostas vítimas. "Há também vários boletins de ocorrência dele contra elas. Então, quem vai dar andamento nisso é a Delegacia Especializada e o Ministério Público", argumentou. 

Mahon também foi categórico ao afirmar que não se sente constrangido em fazer a defesa de Contó e jamais vai fazer juízo de valor sobre as atitudes tomadas por ele em relacionamentos “tóxicos” que se envolveu. Ele garante que há provas para mostrar a “inocência” de seu cliente, afirma que já ouviu as gravações e está “plenamente” convencido.  “Eu sou advogado e volto a dizer com muita tranquilidade que não me constranjo. Se aconteceu o fato e for provado, parabéns, que ele seja punido, mas até lá o advogado vai fiscalizar o correto andamento do processo e é pra isso que estou aqui”, disse. 

Por fim, Eduardo Mahon afirmou que já tem em mãos um calhamaço de provas a favor de seu cliente, que incluem vídeos, áudios e prints. “Nós oferecemos tudo isso tanto à delegacia em meio físico como em meio digital para o Ministério Público. Há procedimentos de lado a lado e procedimentos muito feios”, afirmou Mahon, sem dar mais detalhes dos supostos boletins registrados por Cleverson Contó.

SEM JUIZ DE FACEBOOK

Eduardo Mahon disse que lamenta o ocorrido com o Cleverson Contó e seus relacionamentos anteriores com Laryssa Moraes e Mariana de Melo Vidotto. "Lamento sobretudo pela exposição desarrazoada da família das partes, ainda mais marcadamente pela superveniência de crianças. Fazer das redes sociais uma arquibancada para linchamento antecipado numa equivocada estratégia de patrulhamento e cancelamento não deve ser tolerado, tanto quanto a ocorrência de violência doméstica", reclamou. 

Disse ainda que está perplexo com a "coordenação para demolir a imagem" do advogado. “De antemão, devo afirmar que caso haja comprovação de injusta agressão que não reflita uma proporcional reação à agressão anterior, ele deve ser responsabilizado, mas nunca por meio do patíbulo das redes sociais e sim por meio de um magistrado isento, equilibrado o suficiente para diferenciar o que é fato comprovado do que é uma tentativa de extorsão. Ainda que reconheçamos o poder das redes sociais, ainda não se criou a figura do juiz de Facebook”, declarou o advogado.

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