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14 Set 2020 - 09:20

“Que amiga é essa capaz de atirar pra matar?”, questiona mãe de Isabele dois meses após morte da filha

Bruna Bom

Rogério Florentino/Olhar Direto

 (Crédito: Rogério Florentino/Olhar Direto)
A empresária Patrícia Guimarães, mãe da menina Isabele Guimarães Ramos, lamentou os dois meses da perda da filha nas redes sociais. Isabele faleceu aos 14 anos vítima de um tiro no rosto que aconteceu no dia 12 de julho, em uma casa no Condomínio Alphaville, em Cuiabá. A responsável pelo disparo e amiga da vítima foi indiciada por ato infracional análogo a homicídio.Na publicação, que foi realizada no instagram, Patrícia questiona a frieza com a qual a filha foi assassinada. “Fico repetidas vezes voltando àquele dia fatídico, em que a encontrei morta num chão frio de banheiro e me pergunto o tempo todo porque? Que espécie de ‘amiga’ é essa capaz de atirar pra matar, que se acha no direito de tirar a vida de alguém, se livra da arma e logo em seguida com a maior frieza ainda toma banho, descartando a própria roupa?”, diz um trecho do desabafo.A mãe de Isabele ainda enfatizou o carinho que tinha pela suspeita do assassinato de sua filha. “Eu a recebi sempre em minha casa com maior carinho, atenção e teria cuidado dela como se minha filha fosse”, escreveu Patrícia.
Inquérito concluído

A adolescente de 14 anos, responsável pelo disparo que matou Isabele Guimarães Ramos, de mesma idade, no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Concluiu-se na investigação que ela, no mínimo, assumiu o risco ao apontar a arma para o rosto da amiga e não verificar se a arma estava pronta para o disparo. 

A sua pena máxima, conforme o delegado Wagner Bassi, poderá ser uma internação de até três anos, em estabelecimento educacional. Isso pode ocorrer durante o processo ou somente após a conclusão dos trabalhos na Justiça. Em casos envolvendo adolescentes, não há prisão. 

As investigações mostraram que a versão apresentada pela adolescente de 14 anos não condiz com o que se apurou e com o que consta nos laudos da perícia. 

Em sua versão, a adolescente conta que estava com o case em suas mãos, quando foi ver o que Isabele estaria fazendo no banheiro do seu quarto. Em dado momento, o objeto teria se desequilibrado e caído.

A menor então conta que abaixou para pegar a arma, enquanto equilibrava o case na outra mão. Neste momento, o disparo teria acontecido, de forma - supostamente - acidental.

Porém, o laudo aponta que o case não tem nenhum vestígio de sangue, assim como a segunda arma, que estava dentro do objeto. Além disto, perícia feita anterior já apontou que o disparo foi feito com a arma estando entre 30 e 40 centímetros do rosto da vítima.

Teoricamente, de acordo com os respingos de sangue, a perícia conclui que deveria haver vestígios dos flúidos no case ou na segunda arma, o que não aconteceu.

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