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Agência da Notícia, Terça-feira 22 de Setembro de 2020

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15 Set 2020 - 16:40

Imagens mostram 'antes e depois' das queimadas na Transpantaneira em Mato Grosso

Fabiana Mendes

Reprodução / Instagram

 (Crédito: Reprodução / Instagram)
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o antes e depois da MT-060, também conhecida como rodovia Transpantaneira, que liga Poconé a Porto Jofre. A primeira foto mostra a região em período de alagamento e a segunda, durante as queimadas que já atingiram mais de um milhão de hectares do bioma.A comparação chocante foi compartilhada no Instagram do Destinos Turísticos MT e gerou muitos comentários lamentando a situação que o Pantanal sofre há cerca de dois meses. "Imensamente arrasada, por culpa nossa mesmo, pela nosso consumismo, pela nossa ignorância, nosso ego, nossa ganância, é uma tristeza!", lamentou uma internauta.  

"A seca com certeza faz parte de um ciclo da natureza em alguns biomas brasileiros, então por isso que é fundamental a manutenção de órgãos de controle e combate... O governo atual sucateou órgãos relacionados ao meio ambiente, muita gente achou insignificante... Agora só estamos colhendo os resultados", comentou outra usuária da rede social.

Olhar Direto está no Pantanal onde acompanha o árduo trabalho desempenhado por bombeiros e voluntários para tentar apagar o fogo que devasta o bioma. Nos relatos e vídeos do repórter fotográfico, Rogério Florentino, é possível notar as dificuldades enfrentadas e os improvisos feitos por aqueles que lutam diariamente contra o avanço do fogo.

Um dos principais problemas enfrentados por bombeiros e voluntários na região do Pantanal é o de comunicação. As equipes tem dificuldade de se falarem umas com as outras, o que dificulta na mobilização. Outra questão é que o número de pessoas que lá estão é insuficiente para a quantidade de focos.Como a mata é bastante fechada, os combatentes precisam abrir caminho na ‘mão’, utilizando facões para conseguir uma passagem até os focos. O calor é muito grande no meio da mata e os relatos mostram que a fumaça atua como uma bomba de gás lacrimogênio, dificultando a respiração e causando ardência nos olhos.

Muitos do que lá estão para tentar conter o avanço do fogo também não dispõe da proteção necessária e estão sujeitos a todas as complicações causadas pela inalação de fumaça. Além disto, a reportagem também se deparou com diversos equipamentos improvisados, como vassouras, para apagar as chamas.

Além dos bombeiros, muitas pessoas das comunidades próximas estão ajudando no combate às chamas. Equipes ficam 24 horas patrulhando as pontes de madeira da Transpantaneira, molhando-as, para que não peguem fogo.

Para tentar frear ainda mais o avanço das chamas, o governo passa a testar o uso de retardantes para controlar os incêndios florestais. O Governo do Estado anunciou decreto de calamidade por conta dos incêndios florestais. A medida permite dobrar a estrutura para a prevenção, combate e autuação dos incêndios florestais em Mato Grosso, especialmente na região pantaneira.

Recentemente já foram divulgados os dados que comprovaram que os incêndios ocorridos nos 40 mil hectares da reserva particular, em Barão de Melgaço (Sesc Pantanal), na Fazenda Espírito Santo, Rodovia Transpantaneira e na Fazenda São José, foram provocados por ação humana. Os casos já estão sob investigação da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) para punir os responsáveis.

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