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Agência da Notícia, Sexta-feira 18 de Setembro de 2020

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16 Set 2020 - 11:00

Juiz cita inquérito no STF contra deputado por empréstimo fraudulento em MT

Bezerra teria recebido R$ 4 milhões em propina e, mesmo assim, não pagou dívida com empresária

Folha Max

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) é citado na decisão do  juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, que tornou réus o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e outros nove ex-deputados em ação que investiga suposto recebimento de propina por parte do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Bezerra aparece no trecho que faz referência a um inquérito instaurado no âmbito da Operação Ararath, no Supremo Tribunal Federal, para apurar a obtenção de empréstimos irregulares feitos pelo parlamentar. 

De acordo com informações já divulgadas pelo FOLHAMAX em 2017, Silval Barbosa teria dito em sua delação premiada junto a Procuradoria Geral da República (PGR) ter ficado chateado com o deputado federal por ter usado dinheiro de propina para pagar uma dívida sua contraída pelo parlamentar com uma empresária de fomento mercantil. Conforme divulgado à época, Silval conta em sua delação ter sido procurado pelo deputado para ser avalista em um empréstimo de R$ 4 milhões que ele contraiu com a empresária Marilena Ribeiro, dona da Construmóveis Materiais para Construção Ltda, para sua campanha no ano de 2010.Amigo de Bezerra, Barbosa aceitou assinar como avalista os cheques emitidos por Carlos Bezerra em garantia para a empresária, porém o deputado não quitou a divida e o ex-governador acabou fazendo o pagamento de R$ 5 milhões, tendo em vista os juros. Os pagamentos foram feitos pelo seu chefe de gabinete Silvio César Araújo em cinco parcelas entre os anos de 2011 e 2014.

Ainda de acordo com Silval, ele acordou com Bezerra para ele quitar esse empréstimo através de “retornos” em algumas obras como a construção da estrada de Nobres ao Distrito de Bom Jardim e a ampliação do aeroporto de Rondonópolis, que o próprio ex-governador passou para o deputado receber de propina. Silval também disse ter ficado sabendo, por meio do deputado estadual Nininho (PSD), proprietário da empresa que fez a estrada de Nobres que ele foi procurado por Bezerra e que fez pagamentos de propina ao deputado federal.

ENTENDA 

O juiz Jeferson Schneider, acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro , réu na ação que investiga o suposto recebimento de propina por parte do ex-governador Silval Barbosa, nesta sexta-feira (11).  A ação tem como base o vídeo entregue por Silval em sua delação premiada, em que uma série de deputados estaduais da legislatura 2011-2015 aparecem recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sílvio César Correa Araújo.

Outros 9 ex-deputados estaduais, que participaram da legislatura 2011 - 2015 -, também se tornaram réus por decisão de Schneider. São eles: José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antonio de Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina Luiz (Airton Português) e José Domingos Fraga. Silval Barbosa e Sílvio Correa, delatores do esquema, também se tornaram réus.

Na decisão, o magistrado citou trecho da denúncia, que aponta que o ex-governador acertou o pagamento de R$ 600 mil a cada deputado à época para "garantir a governabilidade" na Assembleia Legislativa. O pagamento era realizado em parcelas de R$ 50 mil mensais.

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