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Agência da Notícia, Quinta-feira 22 de Outubro de 2020

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18 Set 2020 - 10:00

MPF revela investigação sobre propina na CPI da Copa e para aprovação de contas

Silval Barbosa e familiares delataram propina para deputados da legislatura 2015-2019

ALLAN MESQUITA

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou a existência de um inquérito policial (IPL), da Polícia Federal, que investiga os “membros da CPI da Copa do Mundo”. A comissão, instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no ano de 2016 para verificar a legalidade e os gastos com as obras da Copa do Mundo Fifa 2014, apontou desvios de R$ 541 milhões.

A informação consta da denúncia assinada pelos procuradores da república Vanessa Zago Ribeiro Scarmagnani e Vinícius Alexandre Fortes de Barros, no último dia 8 de setembro. Os autos revelam o pagamento de uma suposta propina (“mensalinho”) aos deputados estaduais de Mato Grosso pelo ex-governador Silval Barbosa, quando ele já estava fora do governo. como forma de obter apoio aos seus projetos no Executivo.A denúncia é sucinta em citar a existência de dois inquéritos policiais – um deles apura “os fatos envolvendo os membros da CPI da Copa do Mundo”, e o  outro a aprovação das contas do exercício de 2014 pela Assembleia Legislativa no ano de 2015. 

“Registre-se que os fatos envolvendo os membros da CPI da Copa do Mundo estão sendo apurados no IPL 2020.0058284 e a aprovação de contas do governo de 2015, referente ao exercício de 2014, estão sendo apurados no IPL 2020.0058278”, diz trecho da denúncia.

Em sua delação premiada, Silval Barbosa revelou que o presidente da CPI das Obras da Copa do Mundo, Oscar Bezerra (PV), exigiu R$ 15 milhões para que os trabalhos da comissão acabassem em pizza.

Porém, num encontro no estacionamento de um supermercado na Capital, o ex-governador e o então deputado chegaram a um acordo para pagar R$ 10 milhões. Silval disse que chegou a depositar R$ 200 mil na conta de uma factoring indicada por Bezerra, mas pouco depois foi preso e não passou mais nada para o parlamentar.

Já para ter as contas de 2014 aprovadas na Assembleia Legislativa no ano de 2015, Silval teria pago propina para os deputados que eram membros da Comissão de Fiscalização e Orçamento da Assembleia. Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (MDB) e Zé Domingos Fraga (PSD) teria recebido para emitir parecer favorável às contas.

Wagner, relator das contas, teria recebido R$ 250 mil. Já Wagner Ramos e Zé Domingos ficaram com R$ 200 mil, cada. Os pagamentos teriam sido feitos pelo irmão do ex-governador, Toninho Barbosa, e pelo filho, Rodrigo Barbosa. Um áudio e um vídeo foi entregue pelos delatores à PGR.

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