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Agência da Notícia, Quarta-feira 21 de Outubro de 2020

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21 Set 2020 - 09:40

Deputado critica PSDB por aliança com EP e não garante apoio

Wilson Santos ainda elogiou Pedro Taques, mas garantiu apoio a Leitão ao Senado

DIEGO FREDERICI

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) reconheceu a existência de um “racha” dentro do Partido na disputa à prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2020. Segundo ele, a sigla tem “grandes serviços prestados à Capital”, e não poderia se tornar uma coadjuvante no pleito que irá ocorrer neste ano.

As declarações foram dadas na “Operação Pantanal II”, uma iniciativa do Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman/MT), e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, para minimizar as consequências das queimadas no Pantanal. Diversos parlamentares se reuniram no último sábado (19), em Poconé (100 KM de Cuiabá), para discutir estratégias de enfrentamento ao problema.

Wilson Santos conversou com jornalistas que cobriam o evento. O parlamentar, que já foi eleito prefeito de Cuiabá em duas oportunidades, comparou um partido político a uma “torcida de futebol”, e criticou a aliança do PSDB com o MDB na disputa da prefeitura. O MDB está unificado pela reeleição do atual prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro, adversário político de Santos em 2016, quando o venceu nas eleições daquele ano.

“Time de futebol que não disputa campeonato, perde torcida. Partido tem que ser protagonista. E o PSDB é o partido que mais fez por Cuiabá nos últimos tempos. Ninguém tem o legado de obras e serviços que o PSDB tem. Temos bons quadros, mas infelizmente o partido foi levado para outro caminho que eu não concordo. Estive na convenção e dei meu voto contrário a esta aliança com o MDB”, revelou Santos.

O deputado estadual sublinhou, ainda, que não tem candidato a prefeito na Capital, e lamenta que os nomes que chegaram a ser cogitados para a disputa da prefeitura de Cuiabá não conseguiram “entusiasmar” os correligionários do PSDB. “Eu não tenho candidato, meu partido não tem candidato. Sempre defendi a candidatura própria no Partido. Trabalhei o nome do empresário Luís Carlos Nigro, depois trabalhamos o nome do Dorilêo Leal, vimos com simpatia o ex-vereador Paulo Borges Júnior. Então não vou ser omisso, mas vou analisar com muito cuidado. Com certeza vou me manifestar. Neste momento eu não sei para quem votar para prefeito de Cuiabá”.

PEDRO TAQUES

Wilson Santos foi uma espécie de “cão de guarda” do ex-governador Pedro Taques (Solidariedade), na Assembleia Legislativa (ALMT), durante o mandato do ex-chefe do Poder Executivo de Mato Grosso entre os anos de 2014 e 2018. O deputado estadual foi indagado sobre a candidatura do ex-aliado ao Senado, tendo em vista que Taques foi do PSDB durante boa parte de seu mandato. O parlamentar respondeu que foi “leal” a ele, mas destacou que seu candidato é o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

“Fui leal ao Pedro, leal a Mato Grosso, mas o meu Partido tem candidato. Meu voto, meu trabalho, é para o candidato tucano Nilson Leitão”, garantiu ele.

Wilson Santos, porém, reconheceu que será uma disputa acirrada pelo Senado da República, e coloca “entre 5 ou 6 candidatos” com chances de se eleger. Um deles, de acordo com o deputado estadual, seria o próprio Pedro Taques.

“Será uma eleição disputada, será contada voto a voto. E não há favorito nesta eleição, são 11 candidatos, e talvez quem chegue em torno de 25% possa levar essas eleições, essa vaga. Pedro Taques tem chance, é um dos 5 que coloco”.

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