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Agência da Notícia, Sábado 24 de Outubro de 2020

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23 Set 2020 - 11:50

Botelho e Avalone avaliam Taques como ‘melhor senador que MT já teve’, mas sem chances de vitória em 2020

Isabela Mercuri / Do local - Carlos Dorileo

Rogério Florentino Pereira/ OD

 (Crédito: Rogério Florentino Pereira/ OD)
Após quase dois anos sem dar entrevistas, o ex-governador Pedro Taques (SD) voltou à disputa eleitoral ao se candidatar ao Senado, cargo que já ocupou de 2011 a 2016, antes de governar Mato Grosso. Apesar de bem avaliado no exercício do legislativo, as opiniões dos deputados Carlos Avalone (PSDB) e do presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM) são de que Taques será bem votado, mas não voltará ao Senado Federal em 2020.Para Botelho, falta a Taques articulação política, já que ele chega à eleição sem um grupo definido. O presidente afirmou no último sábado (19), que a chegada do ex-governador à corrida eleitora “não muda nada”. “Não vejo ele com chances reais de ganhar. Ele tem um grande percentual, vai ter, ele foi um dos melhores senadores que Mato Grosso já teve, ninguém discute isso, mas não tem grupo, não tem... eu acho assim que as chances dele hoje são pequenas”, disse.

O deputado Carlos Avalone, presidente do PSDB em Mato Grosso, concorda que Pedro Taques não deve chegar longe. Ele também afirma que é grato ao ex-governador por ter sido secretário de Indústria e Comércio em sua gestão, mas que apoiará o candidato de seu partido, Nilson Leitão, na suplementar. “Ele [Taques] vai procurar o espaço dele lá no Solidariedade, e vai ser com certeza uma disputa bastante acirrada, e com certeza nas primeiras pesquisas que ele aparecer ele vai ter uma posição destacada pelo que já fez”, afirmou.

Último a confirmar sua candidatura ao Senado, após algumas semanas de mistério, Taques liderou a segunda rodada de pesquisas do instituto Olhar Dados realizada em Cuiabá, publicada com exclusividade pelo portal Olhar Direto, no cenário estimulado. Ele apareceu com 12,3% das intenções de voto, seguido de: Carlos Fávaro (PSD) com 11,2%, Elizeu Nascimento (PSL), com 8,5%, Nilson Leitão (PSDB) com 5,7%, Tenente Coronel Rúbia (PATRI) com 4,7%, José Medeiros (PODE) com 3,5%, e Valdir Barranco (PT) com 2,7%. No entanto, os que não souberam ou não responderam ainda são a maioria, com 30,7%, e os que disseram que não votariam em ninguém foram 18,5%.

No cenário espontâneo, foi Carlos Fávaro quem liderou, com 4,2% das intenções de voto. Em segundo lugar está Nilson Leitão, com 3%. Empatados tecnicamente estão Eliseu Nascimento com 2,5%, Tenente Coronel Rúbia com 2,3% e Pedro Taques com 2,3%. Valdir Barranco tem 2% das intenções de voto. Neste caso, 69,8% dos entrevistados disseram que não sabiam, e 12% afirmaram que não votariam em nenhum, ou em branco ou nulo.

Apesar de ter sido bem avaliado enquanto senador, Taques não teve a mesma felicidade no Governo do Estado. Ao deixar o cargo, em 2018, levou consigo ampla rejeição principalmente dos servidores públicos, algo que ele tenta reverter no discurso e na composição de sua chapa, com o delegado Fausto Freitas e a professora da Universidade Federal de Mato Grosso Elza Queiroz, como suplentes.

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