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1 Out 2014 - 15:30

No último debate, Taques critica Silval; Lúdio defende obras

Candidatos ao Governo de Mato Grosso se encontram pela última vez, antes das eleições

Agência da Notícia com Mídia News

 O formato "engessado" não deu espaço para que os quatro candidatos ao Governo do Estado se enfrentassem diretamente no último debate antes das eleições, realizado pela TV Centro América (Rede Globo/Canal 4), na noite desta terça-feira (30).

O encontro contou com a presença dos candidatos Lúdio Cabral (PT), Pedro Taques (PDT), Janete Riva (PSD) e José Roberto (PSOL).

O candidato José Marcondes Muvuca (PHS) não participou, por conta do registro de candidatura cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O programa foi dividido em três blocos. Nos dois primeiros, os candidatos poderiam fazer perguntas entre si, com tema livre. Ainda havia o sorteio de temas como saneamento básico, obras da Copa regularização fundiária.

No primeiro bloco, Taques e Lúdio trocaram as únicas alfinetadas da noite, quando o petista perguntou sobre rodovias estaduais.

“Quantos quilômetros de novas rodovias estaduais pretende construir? Qual o custo e as fontes?”, perguntou Lúdio.

“Quando se fala em logística, algumas pessoas acham que é só rodovia. Mas é muito mais que isso. Significa fazer com que nossos modais de transporte possam competir. Temos hoje mais de 4.000 km de rodovias estaduais pavimentadas. Em 2010, a atual administração prometeu pavimentar 2.600 km, mas não foram feitos. Precisamos pavimentar uma parte que vai de Paranatinga até Santiago do Norte, a MT-242, que liga Querência, indo até o Oeste do Estado, e terminar a 158”, afirmou Taques.

Na réplica, Lúdio disse que Taques se enganou ao dizer que as rodovias citadas são estaduais.

“Essas são rodovias federais, candidatos. Mas, nós, além de manter a atual malha rodoviária e concluir o MT Integrado, iremos pavimentar novos 1.600 km de rodovias, ao custo de pouco mais de R$ 1 bilhão, tendo como fonte o Fethab, o Orçamento Geral da União e as emendas parlamentares da nossa bancada federal”, rebateu Lúdio.

Já na tréplica, Taques questionou os valores apresentados pelo petista para pavimentação das rodovias.

“Por esse valor, aqui trazido pelo candidato do PT, partido que está no Governo e administra a Sinfra e não terminaram as obras do MT Integrado, sai mais ou menos R$ 850 mil por km. É um absurdo esse valor, porque é possível realizar por R$ 550 mil, desde que possamos combater a corrupção”, afirmou o pedetista.

Alvo: Silval

O candidato Pedro Taques aproveitou diversos momentos do debate para criticar a gestão do governador Silval Barbosa (PMDB) e para se colocar como oposição.

Além de citar, no primeiro bloco, promessas de campanha não concluídas por Silval, em outro momento, Taques citou atrasos no repasse à Saúde, o que, segundo ele, dificulta que municípios carentes elevem o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Ele criticou, ainda, a Educação dos últimos anos no Estado.

“Quero dizer que sou oposição ao atual gestão, do governador Silval Barbosa, porque não concordo com a gestão dele. Mas iremos manter todos os acordos feitos com os professores, porque precisamos fazer escola a partir dos professores”, disse.

Por fim, Taques ainda criticou uma possível defasagem dos vagões do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que estão parados há meses.

Já Lúdio ressaltou a importância do legado das mais de 50 obras em andamento, nos últimos três anos, em Cuiabá e Várzea Grande.

“Fazendo resgate histórico dos últimos 30 anos, percebemos que tivemos apenas três grandes obras em Cuiabá. Já nos últimos dois anos, foram mais de 50 obras. Infelizmente, ocorreram atrasos e alguns problemas, mas não podemos contaminar esses problemas com o grande legado que essas obras irão trazer”, disse.

Lúdio afirmou que irá cobrar a conclusão das obras e a punição, em caso de possíveis erros ou irregularidades.

“Não sou amigo de nenhum empreiteiro e vou cobrar com rigor a conclusão de todas as obras. E todos aqueles que tiverem praticado algo de errado serão punidos, seja um agente público ou privado”, disse.

Janete e José Roberto

A candidata Janete Riva, que substituiu o deputado estadual José Riva na disputa ao Paiaguás, focou na apresentação de propostas, como o Bolsa Família Estadual, o auxílio funeral aos policiais e um plano estadual de cultura, que, segundo ela, já está em andamento.

“Essa é uma candidatura de coragem e enfrentamento, pelo fato de eu ser mulher. Quero governar cuidando da família, do social, trazendo mais saúde e segurança e mudando o quadro econômico, porque, hoje, poucos têm muito e muitos têm pouco”, disse.

Já o candidato do PSOL, José Roberto, criticou, por diversas vezes, o agronegócio, se posicionou contra os incentivos fiscais, e afirmou que, em um eventual Governo, irá concluir todas as obras da Copa e punir possíveis responsáveis por desvios de recursos.

“Nossa candidatura quer representar as pessoas excluídas e sofredoras do Estado. As pessoas que estão de fora do sistema e não tem acesso a quase nada. Porque estamos aqui para somar forças”, afirmou.

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