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Agência da Notícia, Sábado 24 de Outubro de 2020

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9 Out 2020 - 10:30

Defesa de cabo diz que há corporativismo no MP e que arquivamento é "esdrúxulo"

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 (Crédito: Reprodução:)
Adefesa do cabo Gérson Luiz Ferreira Correa Junior reagiu ao arquivamento da sindicância em relação aos promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro, Marcos Bulhões, Samuel Frungilo e Marcos Regenold pela Corregedoria-Geral do Ministério Público Estadual (MPE). Para os advogados, há corporativismo no órgão e os fundamentos usados para o arquivamento são “esdrúxulos”. O caso é relativo à Grampolândia Pantaneira.A nota, assinada pelos advogados Neyman Monteiro e Eurolino Reis, destaca que a decisão já era esperada. Continuam sustentando que há “diversas ilicitudes” envolvendo os membros do MPE, que foram “trazidas à tona de forma corajosa pelo policial militar ex-integrante do Gaeco, pelo período de 14 anos que trabalhou no referido órgão”, Gérson Correa.

“Como é sabido, desde o início do escândalo dos grampos telefônicos, Gérson Correa sempre se colocou à disposição dos órgãos investigativos e da justiça mato-grossense, tanto é verdade que foi o primeiro a revelar detalhes de todo o esquema, citando fatos e pessoas, inclusive membros do MPE”, afirmam.

O cabo tentou “de todas as formas” fechar acordo de delação premiada com o MPE, mas o órgão não aceitou. Na ação penal em que respondeu na 11ª Vara Criminal da Justiça Militar, o PM obteve perdão judicial pela colaboração com o esclarecimento dos fatos.

A defesa afirma que o MPE não aceitou a delação porque a defesa não concordou nem “engoliu” os motivos trazidos pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), quando Gérson citou o envolvimento dos promotores de Justiça, “restando mais evidente e caracterizando, na opinião deste advogado que também deve ser respeitada, o chamado corporativismo, sempre com o devido respeito que este profissional mantém pelo ministério público mato-grossense”.Os advogados questionam o porquê de Gérson ter obtido o perdão no julgamento conduzido pelo juiz Marcos Faleiros e pelo Conselho Especial formado por coronéis da reserva. O único condenado naquele processo foi o coronel Zaqueu Barbosa, que era comandante-geral da PM na época dos grampos.

“Porque o militar Gérson Correa teve coragem, atitude, respeito a sociedade e à Justiça que queriam saber o que de fato ocorreu não teve medo de ninguém e disse somente a verdade, como todos sabem dos fatos revelados”, declaram.

O corregedor-geral adjunto do MPE, justificou cada um dos arquivamentos relativos aos quatro promotores, os livrando administrativamente de acusações não só de interceptação telefônica ilegal, mas também de possíveis fraudes em procedimentos conduzidos pelo Gaeco à época.

“Os fundamentos trazidos pelo Corregedor do MPE para justificar cada um dos fatos arquivados são esdrúxulos. Certamente que uma investigação imparcial, realizado por outro órgão externo, remeteriam as novas denúncias criminais de membros do Ministério Público de Mato Grosso, e quiçá condenações pela justiça”, conclui a defesa de Gérson.

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