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19 Out 2020 - 16:20

Homem morto ao lado de cão em MT já executou esposa

Assassinato de Adilson Caranhato ganhou repercussão pelo fato do cachorro dele ficar ao lado do corpo até chegada da perícia

FERNANDA RENATÉ

Reprodução:

 (Crédito: Reprodução:)
A notícia da morte de Adilson Caranhato, de 37 anos, ganhou grande repercussão após a divulgação de que o cachorro permaneceu ao lado do corpo até a chegada da Politec (Perícia Oficial de Identificação Técnica). O homem foi executado com um tiro na cabeça, na pequena comunidade de Três Fronteiras, em Colniza (1060  Km de Cuiabá). Após vários compartilhamentos do caso, veio a tona que o homem teria morrido da mesma maneira que matou sua esposa, no ano de 2015.

Thor como era chamado o cão, teve seu amor reconhecido nas redes sociais por muitas pessoas que compartilharam o caso e interagiram para expressar o carinho que ele tinha com o dono. Após a grande repercussão do caso, foi descoberto que o Adilson assassinou com um também com disparo de arma de fogo na cabeça, sua esposa em 2015.

Andréia Lopes, na época com 35 anos, morava na zona rural de Vilhena, em Rondônia-RO. Uma sobrinha da mulher morta fez o seguinte comentário da morte de Adilson: “Da mesma forma que ele assassinou minha tia, ele também foi assassinado. Tenho dó é do cachorro”, escreveu.

Após matar sua esposa, Adilson Caranhato se apresentou à polícia no dia seguinte e disse que matou a esposa para defender o filho. Em seu depoimento, Adilson contou aos policiais que não teve a intenção de matar a esposa.

Ele contou que ela havia ingerido bebida alcoólica ao longo do dia e que, em dado momento, alterada pela bebida, teria corrido atrás do filho do casal com um facão. Foi neste momento que, supostamente para salvar o menino, teria pegado a espingarda e disparado contra ela.

Adilson respondeu o processo em liberdade e sequer estava presente quando foi julgado e absolvido do assassinato da esposa em 2018, três anos depois do crime.

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