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28 Out 2020 - 09:00

Justiça manda médico indenizar família de agente da Sefaz morto atropelado em Cuiabá

Neto de anestesista matou homem que deixou 3 filhos, que receberão R$ 300 mil e pensão

DIEGO FREDERICI

Reprodução:

 (Crédito: Reprodução:)
Um médico anestesista em Cuiabá vai pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil mais correção monetária e juros, após seu neto, que tinha 14 anos na época, pegar sua SUV Hyundai IX35 e atropelar e matar um agente da Secretaria de Fazenda que andava de bicicleta na via de trânsito em novembro de 2013. O valor será dividido igualmente entre três dependentes da vítima, ou seja, cada uma vai receber R$ 100 mil.

A decisão é da juíza da 10ª Vara Cível de Cuiabá, Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, e foi publicada na última segunda-feira (26). Além da indenização por danos morais, o médico anestesista, que possuia a guarda judicial do neto adolescente na época do acidente, também irá pagar uma pensão de mensal de quase sete salários mínimos divididos a cada um dos dependentes.

A magistrada determinou que no pagamento estão inclusos o 13º salário e férias anuais. De acordo com a decisão, dois dos dependentes receberão a pensão até completar 25 anos.

O terceiro dos filhos da vítima, porém, vai receber o benefício até o ano em que seu pai completaria 70 anos.

Os autos não informam a idade dos filhos do homem atropelado, que tinha 53 anos quando morreu em 2013. O médico anestesista também irá pagar os valores retroativos.

Para a juíza Sinni Savana Bosse Saboia Ribeiro, a condição econômica do avô do adolescente – um médico anestesista -, permite o pagamento das cifras estabelecidas na indenização e também na pensão mensal. “Não é minimamente plausível que o agravante, médico anestesista, aufira renda mensal de menos de R$ 10 mil sendo notório que médicos, principalmente da especialidade do agravante (anestesista) sempre possuem outras fontes de renda, como clínicas particulares e afins; ou, ainda, porque a alegação é absolutamente incompatível com o padrão de vida do réu, que é proprietário do veículo de luxo (Hyundai IX­35)”, explicou a juíza.

O CASO

No ano de 2013, um menor de idade de 14 anos pegou a SUV de seu avô (Hyundai IX35) e perdeu o controle do veículo, invadindo uma calçada em frente a um hotel na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, atropelando três pessoas. Uma delas, o agente de tributos Enéas Cardoso Filho, morreu no local do acidente, deixando três filhos.

Outra vítima do atropelamento foi o publicitário Rafael Bergman, que ficou gravemente ferido. Em depoimento à Polícia Judiciária Civil (PJC) à época, o médico anestesista afirmou que era a primeira vez que seu neto pegava a SUV para dirigir.

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