Agência da Notícia

Mato Grosso

Agência da Notícia, Quinta-feira 3 de Dezembro de 2020

0 3
:
4 8
:
4 8

Últimas Noticias

Notícias / Política

30 Out 2020 - 09:00

Emanuel tenta barrar divulgação do Ibope em Cuiabá; juíza cobra dados sobre rejeição

Magistrada quer entender porque números somados podem passar de 100%

DIEGO FREDERICI

Reprodução:

 (Crédito: Reprodução:)
A coligação “A Mudança Merece Continuar”, do prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para impedir a divulgação da Pesquisa Ibope de intenção de votos, prevista para ocorrer nesta sexta-feira (30) na TV Centro América (afiliada da Rede Globo).

Na ação, a coligação apontou que a pesquisa deve ser proibida de veiculação por conta de “vícios” que comprometem seu resultado. “Sustenta a impugnante que a pesquisa eleitoral nº 05058/2020, realizada pela impugnada, padece de vários vícios, requerendo a determinação liminar da suspensão da divulgação, prevista para o dia 30/10/2020, até que a empresa realize as adequações da pesquisa legislação”, diz o relatório da decisão.O caso está sob análise da juíza da 39ª Zona Eleitoral, Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva. Em decisão do fim da tarde desta quinta-feira (29), ela pediu informações ao instituto sobre a forma como é calculada a taxa de rejeição, pois os números podem passar de 100%.  “A possibilidade de o respondente escolher mais de um candidato no qual não votaria, fazendo com que o percentual somado dos candidatos ultrapasse 100%, merece olhar detido”.

A juíza eleitoral deu 5 dias para o Ibope explicar a metodologia utilizada. O Instituto não informou se pretende recuar da divulgação da pesquisa nesta sexta-feira – ou seja, até o momento, sua publicação esta mantida.

IMPUGNAÇÃO

A juíza da 39ª Zona Eleitoral explicou todos os pontos questionados pela coligação “A Mudança Merece Continuar”. Primeiramente, a pesquisa eleitoral não teria utilizado na compilação de resultados os mesmos parâmetros adotados nas estatísticas publicadas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto ao grau de escolaridade e a faixa etária dos eleitores.

Em relação ao gênero, a pesquisa do Ibope – cujo espelho destas informações (faixa etária, gênero, grau de escolaridade etc) deve estar registrada no TSE no mínimo em 5 dias antes de sua divulgação -, não teria informado o percentual de homens e mulheres que fizeram parte do levantamento.

A juíza da 39ª zona eleitoral, por sua vez, explicou que a legislação não obriga os institutos de pesquisa a adequar o padrão de divulgação de seus levantamentos segundo a “parametrização adotada pelo TSE”. Já em relação ao gênero dos entrevistados, Gabriela Carina Knaul observou que eles se encontram sim no estudo, mas divididos por faixas etárias.

“Vê-se que não há na norma exigência de que seja utilizada a parametrização adotada pelo TSE na divisão de faixas etárias ou de escolaridade. A empresa utiliza dados menos específicos, porém dentro do universo de possibilidades dos quesitos, ainda que tenha se valido, entre outras fontes, dos dados do TSE para levar a cabo a consulta pública. Com relação à ausência de dados compilados quanto ao gênero, vê-se que as informações existem, porém divididas nas faixas etárias”, explicou a juíza da 39ª Zona Eleitoral.

A coligação “A Mudança Merece Continuar” também realizou outros questionamentos contra a pesquisa, como sua forma de realização (por telefone, em razão da pandemia do Covid-19), a ausência de certos candidatos nas simulações de 2º turno e outras indagações. Em todos eles, a juíza negou que pudesse haver “mácula” no levantamento, dizendo que o questionário feito pelo telefone é válido, e que somente os candidatos que não apareceram nas simulações de 2º turno é que podem questionar sua falta no estudo.

“Quanto à forma da pesquisa, há que se ter em conta o período de limitada circulação (ao menos no campo do dever-ser) por causa da epidemia que assola o planeta. A empresa utiliza termos comuns para entrevista presencial em pesquisa realizado por telefone, v.g., ‘mostrar na tela o nome do candidato’. Por evidência, numa conversa telefônica resta inviabilizada a ação, transmudando-se o ato em leitura das opções na tela pelo operador ao respondente’”, explicou a juíza, que continua.

“Quanto à ausência de indeterminados candidatos em simulações de segundo turno, caberá a eventual prejudicado provocar o juízo a fim de ver analisado eventual divulgação irregular”.

Comentários no Facebook

Comentários no Site

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

 
Sitevip Internet