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6 Out 2014 - 09:55

Alckmin é reeleito e garante 6º mandato consecutivo do PSDB

Tucano vai assumir seu terceiro mandato, o sexto consecutivo do PSDB em São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país

Agência da Notícia com Uol

 Após liderar as pesquisas de intenção de votos durante toda a campanha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), 61, foi reeleito no primeiro turno. Com o resultado, o tucano vai assumir seu terceiro mandato, o sexto consecutivo do PSDB em São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país.

Os tucanos chegaram ao poder em 1994 com Mário Covas (1930-2001). Reeleito em 1998, Covas morreu em 2001. Alckmin, que era seu vice, assumiu o governo. Foi reeleito em 2002. Quatro anos depois, foi a vez de José Serra chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Em 2010, Alckmin também foi eleito no primeiro turno com 11.519.314 votos, o que equivale a 50,63% dos votos válidos.

A vitória de Alckmin neste ano frustra os planos do PT de tentar chegar ao poder em seu berço político. Após assumir a Prefeitura de São Paulo em 2012, com Fernando Haddad, os petistas, comandados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinham como meta a conquista inédita do Palácio dos Bandeirantes.

Porém, o candidato do PT, Alexandre Padilha, 43, ficou na terceira colocação. O segundo colocado foi Paulo Skaf (PMDB), 62. Padilha contou com o apoio de Lula e da presidente Dilma Rousseff. Skaf apostou no marqueteiro Duda Mendonça.

A campanha

Durante toda a campanha, os rivais concentraram os ataques ao governador, explorando os três principais problemas do Estado: a falta de água e a possibilidade de racionamento, o aumento nos índices de roubos e as denúncias de formação de cartel em licitações do metrô.

A estratégia de defesa do governador deu resultado. Sobre a falta de água, rebateu as acusações de que faltou planejamento de sua administração, "pediu ajuda" para São Pedro e disse que bebe água da torneira. "A qualidade da água da Sabesp é pura", disse.

Na TV, o tucano apresentou como principal iniciativa para combater o crime no Estado, o Detecta, programa que visa integrar bancos de dados da polícia com imagens de câmeras para identificar atitudes suspeitas em tempo real. Reportagem da "Folha de S.Paulo" revelou que a propaganda de Alckmin exaltava ferramentas que não estavam funcionando.

A falta de segurança é apontada no Esperançômetro do UOL como o maior problema de São Paulo. Segundo a ferramenta, outros problemas a serem enfrentados por Alckmin no Estado são combate à corrupção, melhorias na educação e na saúde.

Um dos maiores desafios de Alckmin para os próximos quatro anos é tentar ampliar a capacidade de investimento do Estado. Os gastos com obras caíram por dois anos consecutivos em São Paulo. Em 2012, bateram a pior marca dos últimos cinco anos.
Disputa milionária

Segundo a última prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral, a campanha do tucano foi a que mais recebeu doações. Mais da metade (R$ 8,3 milhões, 56%) dos R$ 14,7 milhões arrecadados, veio de empresas investigadas por suspeitas de fraudes em licitações do metrô. A campanha nega irregularidades.

Skaf e Padilha arrecadaram R$ 10,3 milhões e R$ 4,1 milhões respectivamente. Empresas investigadas em casos de corrupção também doaram para as campanhas. Os candidatos negam irregularidades.

Carreira política

Além dos mandatos como governador, Alckmin, que é médico, foi vereador (1971) e prefeito (1976) pelo MDB (atual PMDB) em Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal. Em 1982, assumiu como deputado estadual. Em 1986, foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, já no PSDB, iniciou seu último mandato parlamentar.

Em 2006, disputou a Presidência da República. Foi derrotado por Luiz Inácio da Silva (PT) no segundo turno. Em 2008, não conseguiu avançar ao segundo turno na disputa pela prefeitura da capital paulista.

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