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23 Nov 2020 - 09:50

Justiça solta membro do CV, que usará tornozeleira em MT

Folha Max

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 (Crédito: Reprodução:)
O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a soltura de Sara Maria Pereira Freitas, que foi presa durante uma Operação Grená deflagrada pela Polícia Civil contra líderes e membros da facção criminosa Comando Vermelho. 

A decisão foi publicada no dia 26 de outubro, no entanto, não há muitas informações em razão do processo tramitar em segredo de justiça. Consta nas iniciais que a magistrada acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa e converse a prisão preventiva em medidas cautelas. 

Com isso, Sara fica probidade de sair de casa das 19h às 6h da manhã de segunda a sábado e feriados. Ela não também poderá mudar de endereço sem o aviso prévio da justiça. Também decretou a utilização de tornozeleira eletrônica.  

“A defesa de Sara Maria Pereira Freitas, acerca da substituição da prisão preventiva, por medidas cautelares diversas da prisão intimado, sob pena de eventual restabelecimento de sua prisão”, diz o despacho. 

A juíza acatou ainda o pedido de Wilian Aparecido Vilalta para o levantamento e transferência dos valores apreendidos. “Foi deferido e determinado o levantamento dos valores apreendidos, devendo ser providenciada a transferência dos respectivos valores para conta informada”, citou. 

Na mesma decisão, a magistrada negou o pedido de liberdade de Waldecir da Silva Dutra Leite e Sanderval Fonseca da Rocha sob o argumento de que não há fatos novos que justifiquem a revogação da prisão preventiva.

“Foi indeferido o pedido de revogação da prisão preventiva em razão de que, não há qualquer fato novo apto a demonstrar a desnecessidade de manutenção da prisão preventiva decretada”, diz o despacho. 

Negou também o pedido impetrado pela defesa de Osias Monteiro Pires para que fosse devolvido os aparelhos celulares apreendidos durante a operação. “Foi indeferido o pedido de restituição dos aparelhos celulares apreendidos, em razão de que a Autoridade Policial informou que não concluiu a análise de todos os celulares apreendidos, restando como essenciais para a Instrução Processual”, diz. 

OPERAÇÃO GRENÁ
A Polícia Judiciária Civil deflagrou a Operação Grená em abril de 2014 e cumpriu 43 mandados de prisão contra membros da facção criminosa Comando Vermelho, ainda na primeira fase da operação.

Em março de 2015 a segunda fase foi deflagrada e a Polícia Civil encerrou inquérito com indiciamento de 290 membros da facção criminosa.

Na conclusão das investigações, a Polícia Civil indiciou 14 líderes da organização criminosa; uma mulher apontada como colaborada, mas que não é filiada ao CV-MT; e 275 membros, cujo nomes estão em lista como filiados e "batizados". Eles integram a base da pirâmide do CV-MT e estão associados para prática ou apoio a crimes, a mando da organização. 

Em 2018 o juiz Marcos Faleiros da Silva, então atuando na Sétima Vara Crimina de Cuiabá, condenou 37 membros da facção a seis anos de reclusão em regime fechado, além de outros três que foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão. Todos estes pelo crime de organização criminosa.

O magistrado declarou extinta a punibilidade dos denunciados Pedro Mário de Jesus e Babilys Paes Pinheiro Neto e também absolveu Elton Ferreira Marques.

Foram condenados a seis anos de prisão: Fagner Francisco Elutério Chaves, Fábio Rodrigues, Antônio Marcos Azevedo de Lima, José Ronilson de França, Luiz Cesar Dias de Souza, Luciano Roberto Gonçalves Lagares, Luã Jonathan Delgado Campos, Flavio Dias de Arruda, Aureo Adriano Magalhães da Silva, Diego Trindade da Costa, Geide da Silva, Pedro Mario de Jesus, Paulo César Rosa, Joadir Alves Gonçalves, Alex Silva dos Santos, Gabriel Ítalo da Silva Costa, Valdemilson Lúcio dos Santos Arruda, Marcos Antônio de Souza, Manoel Xavier de Paiva, Paulo Roberto Leal, Wisley Junior Rodrigues Silva Oliveira, Edinaldo de Souza Garcia, Ottoni Campos Azambuja, Mauro Gomes Fernandes, Edmar Ormeneze, Odair Conceição de Oliveira, Juliano Cavalcante Rodrigues, Aldemir de Assis Campos, Carlos Eduardo Inácio de Oliveira, Rafael Bezerra da Silva Oliveira, Francisco Bispo dos Santos Filho, João Bosco Queiroz de Amorim, Joari Martins da Silva, Leonardo Flávio de Souza, Alex Ferreira Dias, Sinval Machado Xavier e Diego Trindade da Costa.

 Foram condenados a cinco anos e quatro meses: Deivid (Deyvid) Magalhães Ferreira, Wesley Jorge Reis de Souza e João Cleber Dias Barbosa. O juiz ainda condenou todos os 40 ao pagamento das custas e despesas processuais. 

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