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10 Dez 2020 - 09:00

MP rebate Cestari e diz que família tenta atrasar processo

Gazeta Digital

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 (Crédito: Reprodução:)
Promotor de Justiça Milton Pereira Merquíades rebateu os apontamentos feitos pela família Cestari a respeito das acusações feitas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE). O representante do órgão regulador defendeu que a família fez requerimentos dispensáveis como forma de tentar atrasar o processo.

Conforme noticiado pelo portal , o MPE ofereceu denúncia contra Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari, pais de adolescente que atirou e matou a menor Isabele Guimarães Ramos, por homicídio culposo, posse ilegal de arma de fogo, entrega de arma de fogo a menor, fraude processual e corrupção de menor.Em resposta, a defesa dos pais da adolescente rebateu as acusações e listou uma série de requerimentos que deveriam ser adotados na avaliação do caso. Na lista dos pedidos da parte requerida estão perícias, apresentação de registro do circuito interno de câmeras, coleta de depoimentos de testemunhas e outras medidas.

Além disso, a defesa também solicitou que os autos do processo corressem em segredo de Justiça "sendo que, após a decretação do sigilo, os defendentes anexarão à presente o conteúdo das alegações finais defensivas aviada no Procedimento nº. 1043283 -52.2020.8.11.0041, em trâmite perante a 2ª Vara da Infância e da Juventude de Cuiabá – MT", aponta trecho da manifestação dos pais.

Contudo, o pedido da defesa, feito no dia três deste mês, foi integralmente rebatido pelo MPE, que alegou tentativa de atraso na movimentação do caso por parte dos pais da adolescente que atirou contra Isabele Guimarães.

Segundo o MPE, para que os pais sejam acusados não há necessidade de que se saiba se a adolescente agiu com intenção ou não ao atirar contra a amiga. Antes disso, só é preciso que fique esclarecido se a suposta omissão dos pais é "penalmente relevante para isso".

"Reitera-se, não há nenhuma conduta ativa imputada aos réus, portanto, se não agiram ativamente, perícia nenhuma terá importância", aponta o MPE. "A resposta é novamente: Nenhuma. Tais medidas tumultuam o processo e só serve as defesas no sentido de protelar o desfecho do feito", reitera o promotor sobre a necessidade dos requerimentos feitos pela defesa.

"Pretendem, por via oblíqua, produção de provas e/ou indícios em desfavor de pessoas alheias ao processo-crime. Visam, inadequadamente, utilizar da presente ação penal como se fosse uma ação cautelar de produção antecipada de provas que, ao fim, em nada se mostrarão úteis para apurar a conduta dos acusados", defende o promotor.

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