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Notícias / Agronegócio

14 Dez 2020 - 09:40

Milho pode cair ainda mais?

TF: "Há um lucro de 71,56% que recomendamos aos agricultores que seja aproveitado"

Redação - Repórter Agro com Agrolink

Repórter Agro: Tiago Seiffert

 (Crédito: Repórter Agro: Tiago Seiffert)
Os analistas da TF Consultoria Agroeconômica acreditam que o milho atingiu “um teto no final de outubro e está testando um piso nesta segunda semana de dezembro”. Segundo eles, o cereal deve oscilar nesta faixa entre os atuais R$ 74,00 no RS e SC e R$ 66,00 no MS e as máximas de R$ 90,00 no RS, R$ 80,00 no PR e R$ 77,00 no MS daqui para frente, com “mais chance de se movimentar em volta do piso do que do teto”.

“Com custos de produção da safra de verão estimados pelo Deral-PR em R$ 38,47 e preços ao redor de R$ 66,00 há um lucro de 71,56% que recomendamos aos agricultores que seja aproveitado. Já para a Safrinha os custos aumentam para R$ 47,24/saca e os preços caindo para perto de R$ 60,00/saca o lucro cai para 27,01%, ainda significativo e que deve ser considerado, diante das perspectivas de baixa do mercado, como comentado acima nos fatores de baixa”, explica a equipe de analistas.

Os principais fatores de alta e de baixa presentes neste momento no mercado de milho são os seguintes:

FATORES DE ALTA

*USDA aumentou as importações da China de 13,0 para 16,5 milhões de toneladas,
*Redução de 3,95 MT dos estoques mundiais de trigo, que repercutem sobre o milho,
*Implantação de imposto de exportação sobre trigo russo, que elevou as cotações do mercado internacional,
*Situação ainda não ideal de plantio na América do Sul,
*Faixa oeste do RS irrecuperável para o milho manterá preços elevados no estado,
*Produtores paraguaios se recusam a vender abaixo de US$ 220/222/t.

FATORES DE BAIXA

*Chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil reduz preços no Centro-Oeste do país,

*Muitos compradores estocados até janeiro/fevereiro permanecem fora de mercado, tirando a pressão da demanda, esperando os preços caírem mais;

*O principal fator, porém, é o dólar, que ditará o ritmo da exportação e, com ela, as disponibilidades para o mercado interno. Há bancos que falam em alta do dólar a R$ 5,37 (Morgan Stanley, JP Morgan, Société Générale) e bancos que acreditam na baixa para $ 4/80/4,60 (Bradesco e algumas corretora de câmbio como Genial Investimentos e Asa Investments). Em nossa opinião a tendência é mais para baixa do que alta. Se estivermos certos, poderá haver redução no volume exportado e mais disponibilidade interna, pressionando os preços para baixo a médio e longo prazos.

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