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19 Jan 2021 - 14:30

Cuiabá sinaliza voltar aulas presenciais em março com sistema de revezamento

A Prefeitura de Cuiabá segue monitorando diariamente o avanço dos casos de Covid-19 na Capital antes de bater o martelo quanto à liberação das aulas na rede municipal de ensino pública e privada. No entanto, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) antecipou que pretende liberar o retorno das atividades em escolas e demais unidades educacionais de forma híbrida, que inclui aulas presenciais e online. 

Além dos diálogos constantes com equipes da Secretaria Municipal de Educação, ele pretende agora ouvir os representantes da escolas particulares que estão cobrando uma agenda com o gestor. Inclusive, na tarde do último domingo (17) profissionais da educação e comunidade acadêmica protestaram cobrando o retorno das aulas nas escolas particulares de Cuiabá. Além da carreata, que saiu do Parque Tia Nair e percorreu algunas ruas e avenidas da Capital, os participantes solicitaram uma audiência com o prefeito para a publicação de um decreto autorizando a volta das aulas. 

Pinheiro comentou sobre o assunto durante entrevista nesta segunda-feira (18), quando anunciou o plano de imunização contra a Covid-19 no Estado. "A minha tendência, vai depender de fechar com o Comitê de enfrentamento da Covid-19, é matrícula em fevereiro, tanto para pública quanto para privada, não tem sentido tratar uma de forma diferente da outra. Matrículas em fevereiro, aulas híbridas em março, e dependendo do comportamento do vírus podemos flexibilizar ou podemos apertar ainda mais tudo visando a saúde e a vida das pessoas. É mais ou menos isso que está sendo estudado nessa linha", informou o prefeito. 

Ele confirmou que também acompanhou as notícias sobre a carreata pedindo a volta das aulas e relatou que o sindicato da categoria que representa as escolas particuares tem lhe procurado para definir uma data para retorno das aulas. 

Emanuel informou que tem conversado bastante com a secretária municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, sobre as escolas públicas da Capital. "Estou esperando, estou estudando o comportamento diário do vírus em Cuiabá. Eu sei que há um caos econômico ai, quase 30 unidades privadas de ensino já fecharam as portas, mais de 1,1 mil desempregados, está um clima muito ruim, muito instável e um momento difícil", declarou o gestor.

No dia 14 deste mês (última quinta-feira), o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe-MT), que representa a rede privada de ensino em Cuiabá, apresentou um plano que prevê a volta das aulas no dia 1º de fevereiro, de forma híbrida, que incluiu aulas presenciais e online. No entanto, ficou pendende uma resposta por parte da Prefeitura da Capital, concordando ou não com a data e modalidade escolhidas pelos estabelecimentos privados. 

Agora, Emanuel Pinheiro pontuou que vai receber os representantes do Sinepe para ouvi-los, explicar as ações e conversas que a Prefeitura vem mantendo com membros das secretarias municipais de Educação e de Saúde, antes de bater o martelo. "O pior momento para tomar decisão é com essa assombração da segunda onda aqui atrás da gente. Entretanto, quero conversar com o sindicato, quer atender a comissão dos pais que ontem se manifestaram que gostariam de conversar comigo", contrapôs o prefeito. 

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