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12 Mar 2021 - 15:10

MP vai se manifestar sobre caixa 2 de Wilson só após andar inquérito na PF

Oinquérito que investiga um suposto esquema de caixa 2 na campanha à reeleição de Wilson Santos (PSDB) à Prefeitura de Cuiabá, em 2008, aguarda parecer do Ministério Público Eleitoral. O caso está nas mãos do promotor Arnaldo Justino da Silva que pediu, ainda em janeiro, prorrogação de 90 dias para se manifestar. O inquérito corre desde 2019 e o delator cita valores que podem chegar a R$ 10 milhões que teriam saído dos cofres da Prefeitura.Segundo assessoria, quem solicitou o prazo foi a Polícia Federal e o MP Eleitoral concordou. O promotor afirma que depende de diligências para a manifestação ministerial e depende de mais elementos para sustentar acusação.

O tucano foi delatado pelo ex-secretário de Estado de Educação Permínio Pinto, que era considerado “homem de confiança” do deputado. Ele entregou um arranjo que envolveria cerca de 20 empresas que possuíam contratos com o município e teria sido concretizado utilizando empréstimos com o Banco Industrial e Comercial S.A. (BicBanco).

Entre os documentos entregues por Permínio como prova do esquema consta planilha com pagamento de despesas não contabilizadas e após o período eleitoral, citando valores de R$ 10 mil a R$ 1,4 milhão. O deputado nega as acusações.

Permínio contou que o caixa 2 foi feito a pedido do próprio Wilson, que orientou a arrecadar o dinheiro junto às empresas que prestavam serviços à Prefeitura de Cuiabá. Após as eleições, as empresas teriam feito empréstimos junto ao BicBanco que, por sua vez, teria recebido aval da Prefeitura de Cuiabá informando créditos que as empresas tinham a receber do município.

Além de planilhas, Permínio entregou cópias de recibos, transferências bancárias e afirmou ter feito viagem a São Paulo para quitar dívida de campanha R$ 150 mil. O dinheiro teria ido em espécie.

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