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7 Abr 2021 - 09:20

Emanuel diz que comerciantes devem dialogar com Paiaguás: “sensibilizar quem tem coração de gelo é complicado”

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que, apesar de ter tentado ajudar os comerciantes e empresários de setores que não são considerados essenciais pelo decreto federal, neste momento as decisões não são mais suas. Segundo Pinheiro, os prejudicados devem tentar dialogar com o Palácio Paiaguás. No entanto, ainda de acordo com suas palavras, “sensibilizar quem tem coração de gelo é complicado”.
“Esses poucos segmentos que não são considerados atividades essenciais e que estão sendo penalizados pela falta de sensibilidade do gestor público, com a falta de sensibilidade em geral, a solução do problema dele tem endereço certo: palácio Paiaguás. É o decreto do Palácio Paiaguás que impediu esse setor, esses segmentos de funcionarem”, declarou Emanuel em entrevista à Rádio Jovem Pam nesta terça-feira (6).
 
O prefeito afirmou que fez tudo o que podia para que o setor produtivo continuasse trabalhando com “dignidade, segurança e respeitando as medidas de biossegurança”. Ele citou, por exemplo, as escolas particulares, que estavam liberadas para funcionar pelo decreto municipal, mas foram impedidas pelo Estado. “Estava funcionando muito bem. Em fevereiro foi remoto e em março começou o híbrido. Aí veio o decreto do governo, estabeleceu expressamente num artigo: ficam suspensas as atividades nas escolas privadas, no ensino privado, em creches, escolas e universidades. E como elas não estão nas atividades essenciais do decreto federal, eu não posso fazer nada, estou impedido por uma decisão judicial”, declarou.
 
Emanuel explicou que no último dia 2 de março havia emitido um decreto possibilitando que toda a cidade trabalhasse. “Aí veio o decreto do governo, veio a judicialização e eu fui impedido. Aí depois que eu baixei meu decreto buscando as atividades essenciais do decreto federal. Mas essas atividades essenciais, algumas poucas atividades, como você falou, não são consideradas essenciais. E que poderiam trabalhar com segurança. Não são eles o problema da propagação do vírus. Agora, se o governo do Estado não mudar eles vão continuar impedidos de trabalhar”, declarou.
 
“Então o endereço para solucionar esse problema é sensibilizar – o que é difícil, eim? – sensibilizar quem tem coração de gelo é complicado, quem não tem sangue na veia, é complicado. Mas o caminho é sensibilizar o Palácio Paiaguás. No que depender de mim eu estou à disposição, eu quero trabalho seguro, quero minha gente trabalhando com segurança”, finalizou Emanuel.

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