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9 Jun 2021 - 15:44

Chefe da Casa Civil reclama de críticas injustas à Copa América no Brasil: “dois pesos e duas medidas”

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, reclamou das criticas direcionadas à Copa América, que será realizada no Brasil a partir do próximo domingo (13). Na avaliação do gestor, a questão está sendo tratada de forma injusta, já que outros campeonatos de futebol são realizados no país, independente da pandemia da Covid-19. A Arena Pantanal, em Cuiabá, é um dos palcos do campeonato organizado pela Conmembol.Na avaliação de Carvalho, tais críticas devem ter interesses comerciais. “São dois pesos e duas medidas. Para um campeonato tem uma medida diferente para outro. Uma hipocrisia muito grande querer discriminar os campeonatos de futebol no Brasil”.

Além das críticas na imprensa, o Ministério Público Federal (MPF) dará início a uma investigação sobre a conduta da CBF e das demais entidades envolvidas na realização da Copa América.

“Acho isso uma incoerência, pois se for assim, tem que cancelar todos os campeonatos brasileiros. Esse jogo da Seleção brasileira em Porto Alegre contra o Equador (realizado na sexta-feira)? Será tomada na Copa América as mesmas medidas de segurança das Eliminatórias da Copa. O publico será proibido, as pessoas que virão ao Brasil serão vacinadas, terão que fazer seus testes; todas as medidas de biosegurança estão sendo tomadas”, afirmou.

“Não tem diferença nenhuma com os outros campeonatos. Estamos adotando todas as medidas de segurança junto organização da Copa América, que irá trazer grandes benefícios a Mato Grosso e Cuiabá”, completou.

Conforme o MPF, serão investigados por “atos violadores dos direitos à vida e à saúde” os estados os estados e municípios que vão abrigar os jogos, assim como as empresas patrocinadoras e as emissoras que transmitirão a competição sul-americana de seleções, enquanto o país atravessa uma grave crise sanitária gerada pela pandemia de coronavírus.

Os governos estaduais e municipais devem responder por colaborar com as violações ou por se omitirem da obrigação de prevenir "condutas transgressoras de direitos humanos no contexto de atividades empresariais e do dever de proteção contra comportamentos atentatórios a mencionados direitos fundamentais", segundo consta no ofício do MPF.

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