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11 Jun 2021 - 08:13

Governo vê momento estável em MT e avalia ajudar o MS

Mesmo com ocupação de 84% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva destinados para a Covid-19, o Governo de Mato Grosso avalia o cenário atual da pandemia no Estado como uma fase de estabilidade e estuda a possibilidade de ajudar Mato Grosso do Sul, que enfrenta um colapso no sistema de saúde.
 
De acordo com o secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, o número de casos e mortes em Mato Grosso está dentro da variação média.
 
“Não existe momento bom para a pandemia. Existe momento mais desconfortável ou menos desconfortável. Nós estamos em uma fase de estabilidade”, avaliou.
 
Segundo Figueiredo, a demanda por ajuda existe e está sendo tratada com o governador Mauro Mendes. Ele ressaltou que por se tratar de um Sistema Único de Saúde (SUS), Mato Grosso não pode se furtar a ajudar se houver possibilidade, assim como socorreu o Estado do Amazonas, meses atrás.
 
“Infelizmente, Mato Grosso do Sul já colapsou”, lamentou.
 
Terceira onda
 
Na avaliação do secretário, é difícil estabelecer se Mato Grosso já enfrenta uma terceira onda da Covid-19. O Estado, que semanas atrás havia registrado queda no número de casos e mortes, voltou a apresentar curva ascendente no número de notificações positivas.
 
Conforme Figueiredo, a população vive “onda dentro de ondas”.
 
“Acho que nós não vamos ter só uma terceira onda. Vamos ter uma terceira, quarta onda, depende. O que é ruim é a proporção da onda. Nesse momento, se nós estamos numa terceira onda, é uma terceira onda ainda controlável”, afirmou.
 
“Ela não extrapolou o nosso sistema de oferta de assistência na área da saúde. Torcemos pra que isso não aconteça. Estamos trabalhando para ampliar os leitos de UTI, para melhorar nossas estruturas, hospitais e leitos de enfermaria, e vamos torcer para que ela não vá além daquilo que já está”, completou.
 
Figueiredo voltou a salientar que o Estado apenas enfrentará uma trégua quando a maior parte da população estiver vacinada, uma vez que as curvas da pandemia seguem o comportamento da sociedade.
 
“As ondas estão muito relacionadas ao comportamento da população. É uma doença infecciosa que trabalha de acordo com o contato que as pessoas mantêm”, explicou.
 
“Quando você fecha a circulação de pessoas, a onda desce. Quando você flexibiliza tudo, volta ao normal, a onda cresce. É natural. Enquanto não imunizar 70% da população, nós vamos ter várias ondas”, concluiu.

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