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25 Ago 2021 - 07:58

Flagrante completa 4 anos e Emanuel segue sem julgamento

Há exatos quatro anos, o Jornal Nacional, da TV Globo, exibia o vídeo em que o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi flagrado enfiando vários maços de dinheiro no bolso.

O rumoroso caso ficou conhecido nacionalmente como "Escândalo do Paletó".

A cena deprimente foi feita no Palácio Paiaguás, em 2013, por um auxiliar de Silval Barbosa, que à época era governador de Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as imagens mostraram que Emanuel, e outros deputados à época, estavam recebendo dinheiro de propina de Silval.

Para o MPF, o então governador combinou o pagamento de propina de R$ 600 mil para cada deputado estadual a fim de "garantir a governabilidade".
Há exatos quatro anos, o Jornal Nacional, da TV Globo, exibia o vídeo em que o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi flagrado enfiando vários maços de dinheiro no bolso.

O rumoroso caso ficou conhecido nacionalmente como "Escândalo do Paletó".

A cena deprimente foi feita no Palácio Paiaguás, em 2013, por um auxiliar de Silval Barbosa, que à época era governador de Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as imagens mostraram que Emanuel, e outros deputados à época, estavam recebendo dinheiro de propina de Silval.

Para o MPF, o então governador combinou o pagamento de propina de R$ 600 mil para cada deputado estadual a fim de "garantir a governabilidade".

O pagamento seria feito em 12 parcelas de R$ 50 mil. 

Aquelas imagens não têm nada a ver com mensalinho. Aquelas imagens são fruto de extorsão
No ano seguinte, Silval, em uma audiência na Câmara de Cuiabá, discordou do MPF.

 - “Aquelas imagens que foram gravadas não têm nada a ver com mensalinho. Mensalinho era outra coisa. Aquelas imagens eram um acordo de extorsão que foi feito pelos membros do Legislativo”, disse.

"Aquelas imagens são fruto de extorsão que houve para não atrapalhar obras da Copa, MT Integrado e outras. Chegaram a pedir R$ 1 milhão. Chegamos a um acordo de R$ 600 mil para cada deputado e dividimos em doze parcelas”, disse.

Associação criminosa

Após a divulgação do vídeo, o MPF chegou a pedir a prisão e o afastamento de Emanuel, no Supremo Tribunal Federal (STF).  

O pedido não foi analisado pelo STF, que determinou a baixa do processo para a 5ª Vara Federal de Mato Grosso, por conta do fim do foro especial por prerrogativa de função.

A denúncia só foi aceita pelo juiz Jeferson Schneider em setembro do ano passado.

 

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