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6 Jan 2022 - 09:17

Greve de policiais penais continuam até reunião de negociação com o Governo de MT

Os policiais penais de Mato Grosso decidiram manter a greve pausada até a próxima reunião de negociação com o Governo do Estado, agendada para 3 de fevereiro.

A categoria exige valorização profissional e reajuste, com recomposição salarial dos últimos 10 anos e equiparação da remuneração às demais polícias que compõem a Segurança Pública do Estado (Civil e Militar). Eles se encontraram com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, na última quarta-feira (5), mas não houve uma definição.

As decisões foram aprovadas pela maioria durante Assembleia Geral Extraordinária realizada na tarde de quarta, no Salão de Eventos da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ASSOF/MT), em Cuiabá.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindspen-MT), Amaury Neves reclamou da data da próxima reunião e disse que os policiais penais permanecerão na luta pela recomposição salarial dos 10 últimos anos e a equiparação salarial com as outras forças da Segurança Pública. 

“O objetivo segue o mesmo. A nova data da reunião, marcada para daqui um mês nos preocupa, pois está muito longe e não é o que gostaríamos, mas o ambiente de negociação foi reconstruído", disse.

 "Queremos essa equiparação, nem que seja em um plano gradativo, precisamos que a nossa categoria tenha o seu salário reparado, todos tiveram seus aumentos na última década e nós ficamos sem nada. Não vamos desistir”, acrescentou.

Neves afirmou, por fim, que a categoria se manterá em assembleia permanente para deliberar sobre o futuro da greve.

“Vamos continuar com a suspensão do movimento grevista até termos uma resposta concreta por parte do governo e manter o estado de assembleia permanente, até para a categoria ficar em alerta para que assim que houver uma proposta nos reunirmos novamente para decidirmos juntos”, afirmou.

Menor salário

Segundo o Sindspen, a categoria possui o menor salário entre as forças de Segurança Pública em Mato Grosso.

De acordo com o Portal Transparência, no entanto, o salário médio da Polícia Penal no Estado, entretanto, é de R$ 8 mil, mais que o dobro da média nacional, que é de R$ 3,4 mil

Dos 2.517 policiais penais que atuam no Estado, apenas 215 estão na fase inicial de carreira e recebem entre R$ 3,3 mil e R$ 5 mil. O restante recebe de R$ 6,7 mil a R$ 12,2 mil. Os valores consideram a RGA que será paga neste ano.

Em comparação com as outras forças de segurança, mais de 81% do efetivo da Polícia Militar em Mato Grosso tem média salarial na mesma faixa da Polícia Penal, de R$ 8,4 mil.

Greve ilegal

Os servidores estão em greve desde o dia 16 de dezembro, tendo sofrido derrotas na Justiça nesse período, com a declaração da ilegalidade do movimento, multa aos dirigentes e corte de ponto de servidores.

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou em mais de uma ocasião que não negocia com grevistas e que a categoria seria responsabilizada por qualquer efeito negativo que a greve possa levar ao sistema prisional do Estado, entre eles eventuais rebeliões de presos.

Na semana passada, o Governo do Estado chegou a afirmar que está analisando a possibilidade de realizar um processo seletivo para contratar pessoal e substituir os policiais penais que estão em greve, como forma de manter os serviços nas unidades prisionais.

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