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12 Dez 2014 - 16:54

Taques teve o voto mais caro do Brasil; e explica: sem caixa 2

 A campanha do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo de Mato Grosso teve o voto mais caro do Brasil. De acordo com dados disponibilizados à Justiça Eleitoral, o senador matogrossense gastou R$ 35,46 por voto recebido. O levantamento sobre os gastos dos governadores eleitos foi divulgado pelo jornal Correio Braziliense. Em sua prestação de contas, Taques informou ter gasto R$ 29,5 milhões na disputa ao Palácio Paiaguás.

O segundo colocado foi o governador eleito de Alagoas, Renan Filho (PMDB), com R$ 25,18 gastos por voto. Nessa conta, o voto mais barato pertence a Geraldo Alckmin, com apenas R$ 3,30 gastos por cada um dos cerca de 12,2 milhões de votos obtidos.

O pedetista – que tem prometido austeridade e firmeza na condução dos gastos públicos – garante que o alto valor se deve principalmente ao fato de que sua a campanha, segundo explicação da assessoria, não teve o famoso “Caixa 2”, isto é tudo, tudo foi feito às claras. Em outras palavras, despejou suspeita sobre outras campanhas

A eleição de Pedro Taques foi sustentada basicamente pelo segmento do agronegócio. Foram quase R$ 5 milhões, equivale a cerca de 20% do valor total arrecadado. Dentre elas, as maiores doadoras são o Grupo Bom Futuro, com R$ 590 mil; a Arca S/A Agropecuária, que depositou R$ 400 mil e a ABJ Comércio Agrícola, que creditou R$ 300 mil. Os empresários do ramo da construção civil também contribuíram com a campanha de Taques. A Todimo Materiais para Construção, por exemplo, fez o investimento de R$ 499 mil.

Socializando votos
É assustador a quantidade de dinheiro colocado pelos socialistas Adilton Sachetti e Fábio Garcia na campanha eleitoral. Ex-prefeito de Rondonópolis, Sachetti colocou R$ 3,86 milhões na campanha. O parlamentar federal é um dos dignos representantes do agronegócio. Já o ex-secretário Fábio Garcia, apareceu com R$ 3,83 milhões. Ex-secretário de Mauro Mendes, Garcia é filho do empresário Robério Garcia. Dupla de socialistas pesos pesados.

Eleição de praxe
Acontece nesta sexta-feira, 7, a eleição da Defensoria Pública. Além do defensor público serão eleitos também os conselheiros. O defensor público-geral Djalma Sabo Mendes Júnior é candidato único. Ele não encontrou oposição após tirar a instituição de um verdadeiro lamaçal de escândalos financeiros patrocinados por seu antecessor. As seis vagas de conselheiro serão disputado por 8 defensores – uma pequena dispusta. A eleição acontece das 13h às 17h30, na sede administrativa da Instituição, em Cuiabá. A votação será em urna eletrônica.

Sobrinho distante
O suplente de senador Osvaldo Sobrinho (PTB) negou que já tenha sido convidado pelo governador eleito Pedro Taques (PDT) para ser o titular da Casa Civil a partir do próximo ano. Só para lembrar: Osvaldo foi deputado federal constituinte, secretário de Educação e chegou a disputar o Governo de Mato Grosso numa disputa contra Dante de Olivera em 1994. Sobrinho afirma que ninguém ainda recebeu convite de Taques para ser secretário

Contas bloqueadas
Que não se espere boa vontade do Judiciario. Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o pedido de desbloqueio das contas do secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf (PR), da JBS/Friboi e do diretor da empresa, Valdir Aparecido Boni. A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, da 4ª Câmara Cível, já havia negado também o pedido de desbloqueio das contas do governador Silval Barbosa (PMDB)

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