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19 Abr 2014 - 12:39 | Atualizado em 19 Abr 2014 - 12:50

Conselho comemora o recorde no recolhimento de embalagens de agrotóxicos no estado

O Inpev estima que mais de 37 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos tenham sido recolhidas no Brasil e encaminhadas a destinos corretos

A segunda edição do entrevista da semana acontece em dose dupla. O Agência da Notícia conversou com o representante da Cearpa, Jackson Cunha, e o vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan. Em pauta o record estadual no recolhimento de embalagens de agrotóxicos da última safra.Equipe que recolhe o agrotoxicos em Sinop

Em uma safra envolta a preocupações e superstições relacionadas a novas pragas nas lavouras de soja, Mato Grosso bateu o recorde no recolhimento de embalagens de agrotóxicos. O levantamento feito pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) apontou que a quantidade de vasilhames que tiveram a destinação correta aumntou 8% em relação a 2012.

O resultado, de acordo com o representante do Conselho Estadual das Associações de Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (Cearpa), Jackson da Cunha, está diretamente relacionado com o aumento do consumo devido o receio de um ataque da lagarta Helicoverpa. “Esse recorde ocorreu na maioria dos estados do Brasil. Mas mostra também que mesmo com o risco de praga e perda das lavouras, os produtores se preocuparam com os procedimentos de combate e os possíveis danos ao meio ambiente”, destacou Cunha.

Além de Mato Grosso os estados de Goiás, com 13% de aumento, Rio Grande do Sul com 11% e Paraná com 10% também bateram seus recordes próprios de destinação. Enquanto o Maranhão, com 54% e Rondônia com aumento de 53% foram os dois que tiveram o maior crescimento percentual.

O Inpev estima que mais de 37 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos tenham sido recolhidas no Brasil e encaminhadas a destinos corretos, sem danos ao meio ambiente, e representando um aumento nacional de 9% em relação a 2012. “Não temos ainda os números da região, mas com certeza os do estado e do Brasil refletem a nossa realidade local”, explicou Cunha.

A destinação errada destas embalagens, como a reutilização, a queima ou até mesmo quando são enterradas, acabam gerando danos. O fiscal Robson Barizon, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), explica que quando elas são queimadas o risco de contaminação e da atmosférica, porque à volatilização de produtos petroquímicos e moléculas de agrotóxicos. Enterradas podem contaminar o solo, além de lençóis freáticos e rios. E quando são reutilizadas contaminam o produto colocado na embalagem, desde de rações, como medicamentos.

Profissionalismo, esta foi a palavra encontrada pelo produtor e vice presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan, para descrever a ação dos agricultores. “Não há mais espaço para amadorismo nas lavouras de Mato Grosso. O produtor precisa ser profissional ou será jogado fora do mercado, por isso não espera uma reação diferente do que esta”, declarou Galvan ao Agência da Notícia, ressaltando que a imagem de que a lavoura prejudica a natureza é ultrapassada. “Esse conceito é para pessoas que não se atualizaram. Não apenas os ambientalistas, mas nós produtores também estamos preocupados com a preservação do meio ambiente e hoje com as estratégias e tecnologias disponíveis podemos ser aliados e não adversários”, concluiu Galvan.

As revendas que disponibilizam o produto no mercado, precisam também montar locais adequados para o recolhimento e armazenamento destas embalagens, que depois são devolvidas as fabricas de origem. A lei nº 9974 aprovada em 2000 que definiu estas diretrizes.

E assim, em setembro de 2007, as revendas do estado de Mato Grosso decidiram unir-se e assumir a responsabilidade pela organização e uniformidade, com o intuito de aumentar significativamente o índice do recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos do campo, criando a Cearpa.

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