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17 Mai 2014 - 10:02 | Atualizado em 17 Mai 2014 - 10:06

Pinheiro diz que Júlio está saindo da política pela porta de trás

Emanuel Pinheiro disse que o PR não está tentando boicotar a vaga para que o senador

 “Quem pariu Mateus, que o embale”, disse o secretário-geral do PR, deputado Emanuel quebrando o silêncio que vinha mantendo nos últimos dias sobre o açodamento na relação entre o PR e o DEM, na disputa pela indicação do candidato ao Senado na chapa do senador Pedro Taques (PDT) e disse que o problema agora é do próprio Taques e da coligação.

A declaração foi feita na manhã de sexta-feira (16), no programa Folhamix, da Rádio Mix-FM. Pinheiro não poupou críticas ao ex-aliado dos tempos de PFL, deputado Júlio Campos (DEM), pelas declarações feitas na semana passada, de um possível acordo entre Pinheiro e o presidente regional do PSD e prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que garantiria apoio financeiro à sua reeleição.

“É lamentável, o deputado Júlio Campos está deixando a política pela porta de trás. Ele sempre foi falastrão e conversador, mas agora passou dos limites e passou a dizer uma bobagem atrás da outra, principalmente nas questões políticas”, argumenta.

Emanuel Pinheiro disse que o PR não está tentando boicotar a vaga para que o senador Jayme Campos dispute a reeleição.

“Em nenhum momento o PR pediu alguma coisa ou fez exigências. Pelo contrário, o PR foi convidado por vários partidos e candidatos para conversar, inclusive o senador Pedro Taques e o interlocutor foi o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que comanda o PSB no Estado. Isso, por que na eleição municipal nós apoiamos sua candidatura a prefeito e fazemos parte da sua administração, o que facilitaria um entendimento”, explica.

De acordo com o parlamentar, o PR vem negociando com o PDT por se identificar com as posições do senador Pedro Taques, a quem ele não considera como oposição à presidente Dilma Roussef.

“O PDT é da base do Governo Dilma, possui ministério e ocupa cargos administrativos, o fato de não endossar algumas ações ou cobrar posições não quer dizer que o partido esteja se comportando como oposição. Além do mais vários partidos da base do Governo vão lançar candidaturas próprias, por que é que só aqui em Mato Grosso é que não pode, só aqui é que dá problema?”, questionou.

Também rechaçou as declarações de que o PR está há 12 anos na base governista e por isso não teria discurso para ir para a oposição e criticar o que o próprio partido ajudou ou avalizou fazer.

“Quem fez parte do Governo desde o início foi o DEM, que, aliás, foi aliado na campanha de Blairo Maggi, tanto que o próprio senador Jayme Campos se elegeu pela coligação foi o DEM. O PR esteve oito anos no Governo, então, que tipo de discurso o Democratas pode ter se formos pensar dessa forma. O PR decidiu que vai acompanhar quem tiver o melhor projeto para Mato Grosso e não quem ficou ou deixar de ficar no Governo”.

Contudo, Emanuel Pinheiro não soube dizer se o PR vai dividido para a base de Pedro Taques, na base de um terço, contra dois terços permanecendo na situação.

“Nem sabemos se e para onde o PR vai. Como já disse anteriormente, somos a bola da vez e vamos continuar conversando com todos os possíveis aliados”, finaliza.

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