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5 Jun 2014 - 09:35 | Atualizado em 5 Jun 2014 - 10:39

"A imprensa tá me detonando... Quer dinheiro de todo jeito"

Na sequência, sem citar nomes, ele acusa a imprensa de tentar extorqui-lo

 Em pelo menos duas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, durante as primeiras fases da Operação Ararath, o empresário Fernando Mendonça, dono de uma rede atacadista em Cuiabá e Várzea Grande, reclamou da imprensa.

Fernando é um dos suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro, junto com Júnior Mendonça, da Amazônia Petróleo e Global Fomento Ltda.

Em uma interceptação, ele conversa com uma pessoa chamada Jean. O diálogo, que durou dez minutos, se iniciou às 18h20, do dia 27 de fevereiro passado.

Mendonça foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal dias antes, em 19 de fevereiro passado. Os agentes federais vasculharam seu escritório e sua residência
Logo no início da conversa, Fernando reclama da imprensa.

“Essa imprensa tá me matando... Tá me detonando, rapaz. P... que pariu. Ah, rapaz, eu... Os caras expõe a gente demais, viu. É duro demais”, diz.

Na sequência, sem citar nomes, ele acusa a imprensa de tentar extorqui-lo.

“E os cara da imprensa batendo, batendo... Quer dinheiro de todo jeito. Agora me ligaram, disseram que vão colocar aquele vídeo, aquele vídeo... Tem um videozinho aí, cê viu?”.

"Bandido, bandido"

Em outro trecho da interceptação telefônica feita pela PF, com autorização Judicial, ele volta a reclamar da imprensa.

“Mas rapaz, ó, minha cabeça tá ruim. Esse povo da imprensa não tem o que fazer, rapaz. Não tem o que fazer... Não tem o que fazer, entendeu?”.


E emenda, na sequência: “Bandido, bandido, rapaz... Bandido, bandido, bandido. O único cara que é amigo meu é o Gustavo. O resto quer ver o oco”.

Em outro trecho, ele diz que “mandaram um recado para ele”.

“Me mandaram um recado pra mim, que enquanto eu não der dinheiro pra eles, eles, eles não vai parar (sic)”, afirma, sem citar nomes ou veículo de imprensa.
"Leproso"

Fernando Mendonça também reclama que os amigos “sumiram” após o envolvimento de seu nome na Operação Ararath.

“Os amigos não ligam, não querem nem conversar. Você vira um leproso, ninguém quer ficar perto de você. É assim, é assim.”

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