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6 Jun 2014 - 09:00

Polícia prende suspeito de praticar golpe do falso sequestro

 Policiais civis prenderam J.L.S.B., de 18 anos, acusado de aplicar o chamado “golpe do falso seqüestro”.

Pelo esquema, o bandido liga para uma residência ou local de trabalho dizendo que está com algum familiar preso, em cativeiro.

Às vezes, sem checarem, as vítimas acabam pagando o dinheiro exigido e somente depois descobrem que foi vítima de um falsário.

J. foi preso na tarde de quarta-feira (4) por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no bairro Nova Canaã, região do CPA, em Cuiabá.

Segundo o delegado Flávio Stringueta, o rapaz teria exigido R$ 15 mil de uma mulher, com a falsa alegação que estava com o pai dela em cativeiro.

A vítima descobriu que teve o celular furtado na terça-feira e não havia percebido.

Na manhã seguinte, a mulher começou a receber ligações do número de celular e, do outro lado da linha, um homem dizia que tinha sequestrado seu pai e que ela tinha que pagar R$ 15 mil de resgate.

"Isso deu credibilidade para ação e a vítima, que estava no trabalho e sem contato com o pai, foi orientada a nos procurar", disse o titular do GCCO.

Ao conversar com a vítima, de imediato, os policiais perceberam que se tratava de um golpe muito conhecido da população, mas que muita gente ainda não se deu conta de que possa ser enganado.

“Orientamos a vítima a mudar o rumo das negociações, dizendo que não tinha a quantia em dinheiro. "De R$ 15 mil, o suspeito passou então a exigir um celular digital", disse o delegado.

Stringueta acrescentou que um dos pontos chave da certeza que se tratava de um golpe é o fato de o falso sequestrador já ser conhecido dos policiais, por ter deficiência física.

A partir daí, os policiais marcaram um ponto para entregar o aparelho, na praça do bairro, e quando o rapaz foi pegar o celular deixado em um banco, os policiais deram voz de prisão e o conduziram à delegacia.

O rapaz foi autuado sob suspeita de extorsão. O crime não prevê fiança, uma vez que a pena máxima é de 10 anos, sendo a mínima de quatro.

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