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3 Out 2016 - 15:50

E os jovens?

 Ontem votaram em Mato Grosso cerca de 400 mil eleitores e no Brasil e de 144 milhões. Em Mato Grosso votaram cerca de 2 milhões 269 mil eleitores. Gostaria de separar as faixas etárias consideradas jovens:
12.094 eleitores de 16 anos, iguais a 0,53% do eleitorado
22.862 eleitores de 17 anos, iguais a 1,01% do eleitorado
132.856 eleitores de 18 a 20 anos, iguais a 5,86% do eleitorado
210.892 eleitores de 21 a 24 anos, iguais a 9,29% do eleitorado
531.046 eleitores de 25 a 34 anos, iguais a 23,4% do eleitorado.
Somados, vemos 909.750 eleitores considerados jovens, representando 40% do eleitorado mato-grossense. Acima de 34 anos temos 1.361 mil eleitores, ou 60% do eleitorado.
Pois bem. Esses 909 mil eleitores jovens não falam a mesma língua dos seus pais e nem a linguagem profundamente desgastada da política e dos políticos. Eles vivem num certo deserto. Não gostam da política, desrespeitam os políticos. O futuro que lhes acena não é fácil. Não recebem boa educação, vêem o mercado de trabalho estreito e viram os seus pais perderem posição social e empobrecerem depois de 2015.
Fico aqui pensando: o que pensam esses jovens? Apenas imagino. Mas sei que os políticos e os candidatos a prefeito desta eleição, esses nem fazem idéia...! Portanto, tivemos nesta eleição uma zona cinzenta de comunicação entre 40% do eleitorado e os candidatos a prefeito e a vereadores. Os jovens antenados nos seus smartphones e nas suas redes sociais ficam longe da campanha eleitoral. Ninguém conversou com eles na linguagem deles. Alguns candidatos usaram as redes sociais que é o campo deles. Mas a linguagem é antiga e não comunicou.
Teremos mais uma vez gestores desconectados com a parcela mais dinâmica da sociedade mato-grossense. Encerro este artigo com a triste sensação de que fazer a política agora e daqui pra frente significará mudar totalmente a linguagem de comunicação com a sociedade. Discurso, comício, santinho, faixas, compra de voto, serão cada vez mais ferramentas do passado. E as do futuro?

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