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18 Out 2016 - 19:20

Educação x futuro

 Vamos olhar a educação sob a perspectiva do futuro, já que o presente nós perdemos. Em 1970 o Japão ainda engatinhava na industrialização. Lembrando que até 1945 era um país quase medieval. Comprar produtos “made in Japan” era comprar produtos muito ruins. Os japoneses copiavam produtos ocidentais e os refaziam. Os carros japoneses dos anos 1970 eram bem ruins. Na mesma década de 1970 a Coréia do Sul era um país muito atrasado e pobre. População pequena, poucos recursos naturais, saída de uma pesada guerra dos anos 1950. Em 1976 a China era um horror! No meio da “Revolução Cultural” do louco modelo político do líder Mao Tse Tung.

O mesmo se pode dizer de alguns países orientais do Oceano Indico, como Indonésia, Filipinas, Malásia, etc. O que transformou o Japão, a Coréia do Sul e a China foi o mesmo e único fator: a educação! O Japão investiu pesadamente no ensino fundamental pra criar as bases de uma sociedade voltada para a produção industrial. Essa fase do ensino lá é fantástica. Os japoneses aprimoraram a educação universitária mas deram ênfase às pós-graduação. Enviavam até 50 mil profissionais por ano pra especializações nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha, no Canadá e França. A partir daí iniciaram programas de gestao inovadores que deram ao Japão o espaço atual no mundo.

No mesmo tempo a Coréia do Sul repetiu a experiência com o mesmo sucesso. De um país pobre e arrasado, tornou-se uma potência. A China dispensa comentários. Mas seguiu e ainda segue a mesma estrada. Transformou-se na segunda economia mundial. Por detrás, o insumo foi a educação.

O Brasil não percebeu o seu papel diante de si mesmo e do mundo. Não compreendeu a educação.

O projeto de nação não inclui a educação. Até porque não tem um projeto de nação. È como se o futuro não existisse! Pode ser que depois da crise atual o país comece a construir um projeto de futuro. Quando se mexe na Medida Provisória que altera o ensino médio, quem sabe se não se abra uma perspectiva para uma nação. Mexer na cabeça dos gestores públicos brasileiros é, porém, a maior de todas as tarefas. A pior, contudo!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso
onofreribeiro@onofreribeiro.com.br
www.onofreribeiro.com.br

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