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10 Nov 2016 - 19:40

Educadores do AP debatem sobre reforma no ensino médio e PEC 241

As mudanças no ensino médio, anunciadas em setembro pelo governo federal, foram tema de debate entre profissionais durante o 1º Encontro Estadual de Educadores, que ocorre nesta quinta-feira (10), em Macapá. O evento encerra na sexta-feira (11), com um ato público na Praça da Bandeira, no Centro.

O encontro é promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) e de acordo com o presidente, Aroldo Rabelo, a intenção é discutir junto com os profissionais alternativas para mudanças nas medidas, que geraram críticas dos educadores.

"Buscamos falar sobre o atual retrato da educação brasileira e o quanto essas novas medidas do Governo Federal podem impactar o ensino médio no Amapá e nos outros estados. Vamos finalizar o encontro com um ato público, para explanar esse debate junto com a sociedade", destacou.

O encontro reuniu cerca de 600 educadores. Um dos pontos mais criticados foi a redução do currículo. Matemática, português e inglês são obrigatórios, mas educação física e artes, por exemplo, não aparecem como disciplinas essenciais.



O novo currículo do ensino médio também vai ter disciplinas opcionais em cinco áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. Os alunos vão poder escolher o que querem estudar, de acordo com o que a escola oferecer.

"Infelizmente essa é uma medida que pode prejudicar os estudantes, pois estão em uma fase de grande aprendizagem. Acho importante a ampliação do tempo, mas é importante se pensar o que será feito nesse tempo, e como serão as atividades propostas, os conhecimentos que são oferecidos aos alunos", disse a professora Ana Vilhena, de 32 anos.

Outro ponto destacado no encontro foi a Proposta de Emenda à Constituição, PEC 241, que estabelece limites para o aumento de gastos públicos pelos próximos 20 anos.

"O congelamento nos gastos públicos vai prejudicar a educação brasileira, especialmente no Amapá, que ainda depende da economia do contracheque. Por isso precisamos levar este tema para os profissionais", enfatizou o presidente.

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