Imprimir

Imprimir Notícia

3 Abr 2014 - 13:46

Castanha do Brasil produzida por indígenas de MT atrai compradores do país

 A castanha do Brasil, produzida por povos indígenas na região noroeste de Mato Grosso e sudeste de Rondônia tem atraído inúmeras empresas do ramo alimentício e cosmético devido a sua qualidade. Mato Grosso e Rondônia juntos comercializam 160 a 300 toneladas de castanha do Brasil, através de cinco terras indígenas, que fazem parte do projeto Pacto das Águas, englobando uma área de aproximadamente 1,9 milhão de hectares entre os dois Estados, além da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Mato Grosso.

Somente na última semana, de acordo com o projeto Pacto das Águas, que apoia os cinco povos indígenas entre os dois Estados, na última semana a Associação do Povo Indígena Zoró comercializou 50 toneladas de castanha a R$ 4 o quilo para a empresa Amazon Brazil Nuts, do Pará.

Segundo o coordenador do projeto Pactos das Águas, Plácido Costa, o povo indígena Zoró possui uma castanha diferenciada, tendo-se em vista as orientações de boas práticas de manejo recebidas e equipamentos necessários para que se possa garantir uma atividade florestal sustentável.

O Pacto das Águas é um projeto patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental. Além do povo Zoró, participam projeto as aldeias dos povos Gavião, Arara, Cinta-Larga e Rikbaktsa, além da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt em Mato Grosso.

Os povos indígenas recebem orientações sobre as melhores formas de coleta da castanha na floresta, bem como limpeza e o melhor modo de armazenagem para evitar o risco de contaminações. Conforme o projeto Pacto das Águas, as castanhas produzidas na região noroeste de Mato Grosso e sudeste de Rondônia por estes povos indígenas são certificadas pela Ecocert, o que atesta que as castanhas são orgânicas e garante a existência dos padrões internacionais de cuidados com o meio ambiente.

Imprimir