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3 Abr 2014 - 15:33

Ativista acusa segurança de João Emanuel de agressão dentro da Câmara Municipal de Cuiabá

O clima esquentou nos corredores do Palácio Moreira Cabral na manhã desta quinta-feira (03). Um dos seguranças do vereador João Emanuel (PSD), identificado apenas por ‘Fábio’ é suspeito de agredir com um soco no rosto uma ativista do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). A vítima chamou a polícia e ainda nesta manhã irá registrar um boletim de ocorrência contra o agressor.

A confusão aconteceu no saguão da Câmara depois de a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa de Leis ter apresentado o relatório que pediu pela cassação de João Emanuel.

De acordo com a ativista Ivone Jacobe, do MCCE, ela teria sugerido a João Emanuel que ele renunciasse ao cargo já que vivia a iminência de uma cassação. O parlamentar teria respondido que o assunto ‘não seria da conta dela’. Não satisfeita, a ativista provocou o parlamentar ao questioná-lo sobre sua estadia na prisão.

A pergunta exauriu a paciência de João Emanuel. Ele teria respondido que foi igual à da mãe da moça, que rebateu dizendo que “não tinha uma mãe corrupta”. Ato contínuo o segurança de João Emanuel avançou em direção à ativista e teria lhe desferido um soco no rosto e ela caiu no chão. A Polícia Militar foi chamada e Ivone foi encaminhada para o Cisc Planalto para registrar o boletim de ocorrência.

Outro lado

O vereador João Emanuel disse após o incidente que não presenciou nenhuma cena de agressão e que também não teria discutido com ninguém.

Prisão

O pedido de prisão do vereador e de outros investigados foi requerido no âmbito da denúncia oferecida MPE, por meio Gaeco, que concluiu as investigações iniciadas com a operação Aprendiz. João Emanuel foi preso na manhã de quarta-feira (26) e liberado na sexta-feira (28).

A denúncia afirma que o vereador João Emanuel é líder de uma quadrilha, composta por outras sete pessoas, destinada à prática de crimes de falsidade, estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de documentos de veículos.

Segundo os promotores do Gaeco, mesmo após a deflagração da Operação Aprendiz, que desbaratou um esquema criminoso de desvio de dinheiro público, através de fraude em licitação no âmbito das compras realizadas pelo Poder Legislativo Municipal em Cuiabá, a quadrilha continuou atuando, tendo João Emanuel como líder da organização criminosa.

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