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14 Fev 2020 - 14:14

Vazamento de conversa foi para causar estardalhaço, diz cabo

O cabo da PM Gerson Correa Júnior, delator do esquema conhecido como Grampolândia Pantaneira, prestou depoimento como testemunha na tarde desta quinta-feira (13) ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal, no âmbito da Operação Arqueiro, de 2015
 
A Operação Arqueiro investigou um esquema que teria operado na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), entre 2011 e 2013, e desviado R$ 2,8 milhões por meio de convênios fraudulentos. A sua segunda fase, chamada “Ouro de Tolo”, prendeu a então secretária da Setas e primeira-dama do Estado Roseli Barbosa.
 
No depoimento, Gerson voltou a falar sobre o vazamento do áudio de uma conversa telefônica travada entre ex-governador Silval Barbosa e o desembargador Marcos Machado, após a prisão da então primeira-dama Roseli Barbosa. Os diálogos foram exibidos com exclusividade em um telejornal da TV Centro América, afiliada da Rede Globo. "De fato isso ocorreu na Operação Ouro de Tolo, para causar um estardalhaço na imprensa", disse o cabo.
 
Segundo Correa, seis números foram inseridos em nome de Roseli no relatório de interceptação, entre eles o de Silval Barbosa, além dos filhos do casal: Rodrigo Barbosa, Ricardo Barbosa e Carla Barbosa, que não eram investigados.
 
Ao ser questionado sobre uma auditoria fraudulenta no sistema Guardião – usada pelo Gaeco para fazer escutas telefônicas - , o cabo diz que o Ministério Público nunca fez auditoria. 
 
E houve irregularidades na inserção de números de outros alvos em processos diferentes. Essa pratica tinha anuência de promotores de Justiça, afirmou Gerson.
 
“Sem nenhuma dúvida houve barriga de aluguel na Operação Arqueiro e Ouro de Tolo", disse ele, que revelou que as ordens para a inserções clandestinas eram feitas pelos promotores Marco Aurélio de Castro e Samuel Frungilo.
 

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