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13 Mar 2020 - 14:51

“O pavor dele era com ela e não com água”, diz mãe de Rodrigo

A dona de casa Jane Claro rebateu a tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur e afirmou que o filho, o ex-aluno da corporação Rodrigo Claro, não tinha "descontrole emocional" com água.
 
Ledur é acusada de causar a morte de Rodrigo durante um treinamento aquático, na Lagoa Trevisan, em novembro de 2016.
 
Em depoimento à Justiça nesta quinta-feira (12), a tenente negou ter dado "caldos" [afogamento forçado] em Rodrigo e afirmou que o ex-aluno tinha um certo "descontrole emocional" com água.
 
Jane acompanhou todo o depoimento, que ocorreu na 11ª Vara da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá, e disse que ficou "revoltada" com as "mentiras" de Ledur. 
 
“Eu acho que o descontrolado emocional não era meu filho. A pessoa que é totalmente descontrolada não só emocionalmente, mas de uma maneira  geral, é ela. Não foi meu filho que tirou a vida dela. Foi ela que tirou a vida do meu filho com as atitudes dela”, afirmou Jane.
 
“O Rodrigo não tinha esse pavor de água como ela fala. O pavor dele era com ela. Ele falou isso para mim várias vezes. Ele tinha pavor dela e não dá água. O pavor do que ela poderia fazer com ele dentro da água”, acrescentou a dona de casa.
 
Jane ainda contestou a declaração de Ledur de que ela não teria visto o seu filho passar mal durante o treinamento.
 
“As várias testemunhas do processo afirmam que ele saiu da água passando mal porque ela e o coronel [Marcelo] Revelles obrigaram que ele voltasse para a água. Até que ponto ela conhece a vida de alguém para poder decidir até onde ele consegue fazer tal coisa?”, questionou.
 
A mãe de Rodrigo Claro disse que a tenente quer se passar de vítima da história.
 
“Vem dizer que eu cheguei descontrolada na porta da UTI e coloquei ela para correr. Coitadinha! Coitadinha de mim que cheguei de madrugada no hospital sabendo que ela tinha provocado tudo aquilo ali com meu filho”, afirmou.
 
“Eu sou a pessoa ruim da história? Ela teve muita sorte de eu não ser igual a ela, muita sorte, porque qualquer outra mãe no meu lugar não teria agido da forma como eu agi, de simplesmente pedir que ela se retirasse da porta do hospital porque não era bem vinda ali", disse. 
 
Jane afirmou que espera que a Justiça seja feita e que Ledur pague pela morte do filho.
 
“Eu confio muito na justiça de Deus, mas preciso também confiar na justiça do homem. Material, provas, têm. Vai ser feita a justiça? Eu espero que sim. De coração, como mãe eu espero que sim”, pontuou.
 

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