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18 Mar 2020 - 15:15

Após crítica, Mauro diz que Medeiros é irresponsável e age por interesse próprio

governador Mauro Mendes (DEM) repudiou as declarações do deputado federal José Mendeiros (Podemos). Candidato a senador, o defensor de Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o democrata faz uso de traquinagens para suspender a eleição suplementar.

Medeiros não se conteve em mostrar insatisfação com a decisão da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que atendeu pedido do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. A justificativa é a grave crise social e sanitária gerada pelo crescente número de casos do coronavírus no país. O deputado, nas suas redes sociais, chegou a sugerir que o pedido do ministro atendia aos interesses de Mauro, já que ambos são do DEM e o governador já havia feito pedido para suspender o pleito, até então marcado para 26 de abril.

Por meio de nota, Mauro classificou que tais declarações são irresponsáveis e demonstram que o parlamentar tem total desconhecimento sobre as medidas necessárias para combater o coronavírus.

Para o democrata, as críticas fogem a racionalidade. Afirma que Medeiros age exclusivamente por interesse próprio, em desrespeito aos seus eleitores. "O pedido de suspensão da eleição suplementar, feito no dia 4 de março, e confirmado na data de ontem (17), demonstrou que a atitude do Governo de agir pela prevenção estava correta. Os números já demonstravam que o avanço da doença pelo Brasil iria acontecer, caso não se adotassem medidas enérgicas".

Segundo Mauro, até o momento, a única forma comprovada e recomendada pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde para evitar a disseminação da doença é conter a aglomeração de pessoas e o convívio social. E, por isso, não seria recomendada a realização de uma eleição em pleno período de pandemia.

“ Governo lamenta a postura do deputado que, sem nenhum tipo de embasamento técnico, teórico ou mesmo prático, tece críticas aleatórias”Mauro Mendes
"Medeiros, em vídeo divulgado nas redes sociais e com total desconhecimento da realidade do país, afirmou que o governador pediu o adiamento das eleições 'antes do vírus atravessar o atlântico', no dia 4 de março. Mais um desserviço prestado pelo parlamentar, com uma informação equivocada", diz trecho da nota.

O primeiro caso confirmado da doença no país foi no dia 26 de fevereiro, na Cidade de São Paulo. Além disso, na mesma data já existiam outros 20 casos suspeitos em análise. No dia do pedido, o Estado de Mato Grosso tinha 6 casos suspeitos sendo acompanhados pela Secretaria de Estado de Saúde. E, atualmente, temos dois casos aguardando a confirmação para positivo e outros 15 casos em acompanhamento.

Sobre a afirmação do deputado de que o Governo deveria manter equipes no aeroporto para “testar temperaturas” de pessoas que “descem em Cuiabá”, o chefe do Executivo aponta outra demonstração de falta de informação. Conforme Mauro, a competência para realizar essa prática é da Anvisa, e, por isso, a crítica do parlamentar deveria ser dirigida ao Governo Federal e não para o Estado. O mesmo no que diz respeito à realização de barreiras nas fronteiras.

Outro ato irresponsável de Medeiros, segundo o democrata, é afirmar que por Mato Grosso ter temperaturas acima de 40 graus a epidemia aqui seria mais amena. "Não existe nenhuma constatação científica de que a temperatura tem impacto sobre o vírus. Propagar isso é colocar a vida dos mato-grossenses em risco".

Por fim, a nota diz que Medeiros também ultrapassa o limite da razoabilidade ao dizer que o governo utiliza a máquina pública com o objetivo de adiar a eleição. "O Governo lamenta a postura do deputado que, sem nenhum tipo de embasamento técnico, teórico ou mesmo prático, tece críticas aleatórias e de viés político sem respeitar o momento delicado em que o mundo, o país e o nosso Estado vivem".

"O Ministério da Saúde prevê que serão 20 semanas difíceis, e a única forma de controlar a pandemia, como a exemplo de outros países, é com atitudes de prevenção para cuidar, principalmente, dos idosos e grupos de risco. O momento é de proteção e não de espalhar informações equivocadas, populistas e fake news, que não contribuem em nada no combate ao vírus", completou (Com Assessoria).

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