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28 Mai 2020 - 13:55

Presidente da OAB diz que esposa estava alterada e não a agrediu

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso, Leonardo Campos, negou que tenha agredido a esposa Luciana Póvoas durante uma discussão ocorrida na noite quarta-feira (27), em Cuiabá.
  
Leonardo Campos foi preso em flagrante pela delegada plantonista do Cisc Verdão, que o autuou pela Lei Maria da Penha, mas foi solto na manhã de hoje após decisão judicial.
 
No pedido de relaxamento da prisão feito pelo advogado de Campos, ele alega que não agrediu a esposa, e que ela sim o teria empurrado e provocado uma discussão na frente do filho de 17 anos.
 
“... Recebeu uma ligação do seu filho, o qual lhe disse que Luciana estava brava e pediu para o interrogado [Leonardo] não subir; que o interrogando chegou, subiu e ao entrar Luciana bastante alterada começou a indagar onde o interrogando estava e com quem e motivo de não ter avisado ela; que o interrogando disse a ela que não queria discussão e seguiu para o quarto do casal, quando foi surpreendido com um empurrão pelas costas; que o interrogando disse que não queria discussão e continuou sentido ao quarto e trancaria a porta caso a discussão continuasse”, diz trecho do depoimento do presidente da OAB.
 
Observa-se claramente que não há prática de violência doméstica, seja no âmbito psicológico, físico ou patrimonial, resumindo-se em uma trivial briga de casal, a qual será oportunamente resolvida na seara cível
Ele contou que tentou trancar a porta do cômodo, mas ela entrou e o filho se meteu na discussão e pediu para que ela parasse, então ela informou que chamaria a Polícia.
 
“Que em razão dos fatos, foi conduzido por uma guarnição da Polícia Militar, porém nega ter agredido fisicamente e verbalmente Luciana;  que se recorda que hoje pela manhã teve desentendimento entre Luciana e L.A (filho) e o interrogando defendeu seu filho; que depois que assumiu a presidência da OAB no ano de 2016 as discussões e as cobranças por parte da Luciana são frequentes em face da incompreensão da parte dela em razão da função exercida pelo interrogando”, diz outro trecho.
 
Luciana pediu medida protetiva contra o marido, que também pleiteou uma medida de não aproximação dela, a proibição de contato por qualquer meio de comunicação e que ela não possa frequentar o mesmo local em que ele estiver, com exceção do escritório que possuem juntos.
 
“Que aberta a palavra ao advogado [de Campos] este disse que considerando que diante da narrativa das partes, tanto a vítima quanto pssivel agressor, observa-se claramente que não há prática de violência doméstica, seja no âmbito psicológico, físico ou patrimonial, resumindo-se em uma trivial briga de casal, a qual será oportunamente resolvida na seara cível, razão pela qual requer-se nesse momento o reconhecimento de qualquer conduta atípica de que enseje o decreto de prisão em flagrante”, diz outro trecho do documento.
 
No pedido realizado pela defesa do presidente da OAB, ele afirma que houve apenas uma discussão acalorada entre o casal, que inclusive Luciana se recusou a fazer exame de corpo e de delito, comprovando que não havia crime, alem de não ter tido qualquer imputação de grave ameaça por parte da vítima.
 
Entenda o caso
 
Leonardo Campos foi preso na noite de quarta-feira (27), após a esposa tê-la acusado de agredi-la durante uma discussão, na casa onde moram, no Bairro Porto, na Capital.
 
Luciana contou que o marido a empurrou após uma discussão.
 
Na delegacia, ela afirmou que as agressões eram recorrentes e a delegada de plantão resolveu autuá-lo em flagrante.
  
Em um grupo de WhatsApp, Luciana, que é filha da desembargadora Maria Helena Póvoas, demonstrou estar indignada com o tratamento que o marido estava tendo na delegacia.
 
Segundo ela, Leonardo tinha um revólver, que antes da chegada da PM em sua residência, estava em cima da mesa, mas quando voltou da delegacia não encontrou o objeto.
 
“Ao ser convocada pela delegada plantonista para prestar meu depoimento, me deparei com o acusado portando dois telefones celulares e fazendo diversas ligações (mesmo já encarcerado). Somente depois de questionar essa prática atípica foram recolhidos os aparelhos”, disse em um trecho da mensagem.
  
O caso ainda deve ser investigado pela Polícia Civil.

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