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29 Mai 2020 - 09:01

Mendes critica Emanuel por redução; "as pessoas estão morrendo"

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a subir o tom das críticas contra o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) e afirmou que o emedebista sequer “merece ser levado a sério”.
 
Mendes ficou visivelmente irritado ao ser questionado sobre declarações do prefeito, dando conta de que o Estado tem um débito de R$ 60 milhões com a Saúde da Capital.
 
“Não dá para levar a sério um prefeito que escreve uma coisa e fala outra. Eles escreveram, assinaram, enviaram ao Ministério da Saúde, ao governo do Estado um termo de compromisso dizendo que iam habilitar todos os leitos do novo Hospital Municipal para pacientes Covid-19, assim como os do São Benedito e do antigo Pronto-Socorro”, disse o governador.
 
“Ele recebeu dinheiro para isso e agora desabilita os leitos. O prefeito fica de conversa fiada. É muito ruim, no momento em que as pessoas estão morrendo, ele desabilitar 40 leitos”, emendou.
 
"Ele recebeu dinheiro para isso e agora desabilita os leitos. O prefeito fica de conversa fiada. Com o perdão da palavra, mas é muito ruim, no momento em que as pessoas estão morrendo, ele desabilitar 40 leitos".

As declarações do governador fazem alusão a um ofício assinado pelo secretário de Saúde da Capital, Luiz Antônio Possas de Carvalho, em que ele comunica a desabilitação de 40 leitos destinados a pacientes Covid-19 no Hospital e Pronto-Socorro da Capital.
 
O governo diz que os recursos destinados a manutenção desses leitos – até o mês de julho deste ano - já foram repassados ao Município em sua totalidade.
 
“Vamos publicar isso. Vamos colocar para a imprensa, para a sociedade. Tenho certeza que o MPE vai fiscalizar, o MPF, o TCE. Então não fique na palavra do governador Mauro Mendes. Chame os órgãos para dizer se foram ou não habilitados esses leitos lá atrás. E agora o prefeito tem um documento pra dizer que não é mais o que ele tinha assinado”, disse Mendes.
 
“Não devemos nada. Ele está mentindo. Mande ele mostrar o relatório”, concluiu o governador, quando perguntado novamente sobre a suposta dívida de R$ 60 milhões.
 
Desabilitação de leitos
 
No documento assinado pelo secretário Luiz Antônio Possas de Carvalho, ele argumenta que, com a liberação de várias atividades comerciais, industriais e de serviços no interior do Estado e na Capital, a demanda de urgência e emergência aumentou imensamente, principalmente por leitos adulto.
 
“Nessa simetria, reformulamos a política da rede assistencial de Saúde de Cuiabá para melhor atender à população própria e referenciada, principalmente para os serviços de urgência e emergência do HMC que é o único hospital do Estado portas abertas 24 horas. Nesse sentido, estamos excluindo todos os leitos de UTIs do HMC destinados ao atendimento de Covid-19 e transferindo os 30 novos leitos para serem instalados no Hospital São Benedito”, diz trecho do documento. 
 
Por fim, o secretário afirmou que entrará em contato com o Ministério para proceder a devolução dos recursos relativos aos 40 leitos de UTI já repassados pela União referentes aos meses de junho e julho.
 

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