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1 Jun 2020 - 09:01

Presidente da OAB pede afastamento do cargo por 30 dias

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, comunicou por meio de uma publicação no Instagram, na noite de domingo (31), que pediu licença do cargo por 30 dias para resolver assuntos particulares.
 
Ele foi preso na última quarta-feira (27), acusado de agredir a esposa, a advogada Luciana Póvoas. No dia seguinte, uma decisão do juiz Jamilson Haddad Campos, da 1ª Vara especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, concedeu liberdade provisória ao advogado.
 
“Minhas amigas e meus amigos, como sabem, a ultima semana foi muito dura pra mim e minha família. Uma discussão de casal acabou se tornando pública, com contornos e versões que precisam ser melhor apurados”, diz trecho da publicação.
 
"Como sabem, tomei o cuidado de protocolar perante a OAB-MT um expediente para que a entidade analise o caso e decida como entender mais adequado. Feito isso, informo que na última sexta-feira protocolei perante à diretoria da OAB-MT um pedido de licença da Presidência da instituição por 30 dias, para tratar de assuntos particulares. [...] Espero, sinceramente, que tudo se esclareça", acrescentou.
 
Segundo o comunicado de Leonardo, quem assume a presidência em sua ausência é a vice-presidente da seccional, a advogada Gisela Cardoso.
 
"Uma discussão de casal acabou se tornando pública, com contornos e versões que precisam ser melhor apurados".

Entenda o caso
 
Leonardo Campos foi preso na noite de quarta-feira (27), após a esposa tê-la acusado de agredi-la durante uma discussão, na casa onde moram, no Bairro Porto, na Capital.
 
Luciana contou que o marido a empurrou após uma discussão.
 
Na delegacia, ela afirmou que as agressões eram recorrentes e a delegada de plantão resolveu autuá-lo em flagrante.
  
Em um grupo de WhatsApp, Luciana, que é filha da desembargadora Maria Helena Póvoas, demonstrou estar indignada com o tratamento que o marido estava tendo na delegacia.
 
Segundo ela, Leonardo tinha um revólver, que antes da chegada da PM em sua residência, estava em cima da mesa, mas quando voltou da delegacia não encontrou o objeto.
 
“Ao ser convocada pela delegada plantonista para prestar meu depoimento, me deparei com o acusado portando dois telefones celulares e fazendo diversas ligações (mesmo já encarcerado). Somente depois de questionar essa prática atípica foram recolhidos os aparelhos”, disse em um trecho da mensagem.
 
Leonardo Campos foi preso em flagrante pela delegada plantonista do Cisc Verdão, que o autuou pela Lei Maria da Penha, mas foi solto na manhã do mesmo dia após decisão judicial.
 
 

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