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2 Jun 2020 - 09:34

“Cuiabá não merece o que está acontecendo hoje”, diz Mendes

Em meio as brigas constantes com o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), o governador Mauro Mendes (DEM) admitiu que articula lançar alguém de seu grupo político para a disputa eleitoral na Capital.
 
Em entrevista à Rádio Mega FM, na última segunda-feira (1º), o demcorata afirmou querer mudar a realidade da cidade.
 
“Acreditamos, sim, que precisaremos apresentar um bom nome à Prefeitura. Cuiabá não merece o que está acontecendo hoje”, disse.
 
Questionado sobre suas preferências para essa disputa, o governador preferiu não revelar nomes. Mas disse que há “muita gente boa” para se apresentar as urnas.
 
De todo modo, adiantou alguns “predicados” que o escolhido deve ter e ainda voltou a alfinetar, mesmo que sem citar nome, o prefeito Emanuel Pinheiro.
 
"Cuiabá merece alguém trabalhador, honesto – acima de tudo - e competente".

“Cuiabá merece alguém trabalhador, honesto – acima de tudo - e competente. Seria muito bom se isso acontecesse. Não teríamos os muitos problemas que estamos tendo se existisse isso: honestidade nos propósitos, tratar com seriedade as informações”, disse.
 
“Vejo o que acontece na pandemia. O Governo abriu 80 leitos novos para pacientes com Covid-19. Cuiabá não abriu nenhum, mas recebeu dinheiro para isso. Isso é brincar com a saúde. Por isso eu digo, pode ser qualquer um, mas tem quer ser honesto, sério e competente”, afirmou.
 
Nos últimos dias, três secretários de Mendes filiaram-se ao DEM, de modo a ficarem à disposição para uma eventual disputa. São eles: Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e Marcelo de Oliveira (Infraestrutura).
 
Outro que ingressou na sigla foi o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que era do PSB. Ele mudou de legenda durante a janela partidária, que permite a troca de partido sem perder o mandato - ele é vereador.
 
Adiamento de eleição
 
Mesmo com um time já “escalado”, o governador defende que o pleito deste ano seja adiado por alguns meses, em razão da crise sanitária que o País atravessa.
 
Havendo o adiamento, abre-se um novo prazo para descompatibilização daqueles que atualmente ocupam cargos públicos e que tenham a intenção de encarar as urnas.
 
“Acho que eleições serão adiadas e precisam ser adiadas. Falei isso na época da eleição de senado e um monte de gente criticou. Deu 15 dias, o TSE adiou. É obvio. Como fazer eleição em meio à pandemia? Como fazer convenção partidária em julho?”, questionou.
 
“Isso não é prioridade. Prioridade, agora, é cuidar da saúde, abrir leitos, cuidar da economia, salvar os empregos. O Governo está trabalhando nessa prioridade. Tenho informação e quase certeza que será postergada essa eleição. Se for em outubro, mês que vem começa o calendário. Agora, se adiar, adia todo esse processo de descompatibilização”, completou.
 

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