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19 Jun 2020 - 09:06

Maluf defende unificação de mandatos se pandemia persistir

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Guilherme Maluf, afirmou ser favorável a proposta – que já tramita no Senado – da unificação das eleições no País em 2022.

 

O debate já era travado há algum tempo e ganhou força em razão da pandemia da Covid-19.

 

Na prática, caso aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prorrogaria em dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, fazendo um único pleito eleitoral daqui a dois anos para a escolha de todos os cargos eletivos do País.

 

“Eu defendo cuidar das vidas humanas e pensar em eleição depois. [Se for necessária a prorrogação de mandatos] que seja assim”, disse Maluf, ao participar de uma live do MidiaNews.

Ele argumentou que há uma intensa politização no debate em torno da crise sanitária que o País atravessa e lembrou, inclusive, os embates travados recentemente pelo governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB).

 

Adversários políticos, ambos trocaram intensas farpas publicamente nas últimas semanas, com direito até a xingamentos.

 

O clima deu uma tranquilizada – ao menos por ora – após Mendes e Emanuel participarem de uma reunião no início desta semana para tratar de ações relativas à pandemia.

 

“Acredito que o debate na Saúde foi sim politizado aqui no Estado. Até dei sugestão: ‘Vamos parar com isso em todos o País, vamos suspender eleição, atrasar eleição do fim do ano’”, disse Maluf.

 

“Vejo que temos que pensar no que é real agora, no que está matando as pessoas. Defendo a suspensão a disputa até que o Brasil possa superar essa catástrofe que é a pandemia. E, se for necessário, a unificação das eleições [2022]”, emendou o presidente.

 

PEC

 

A PEC que tem objetivo de tornar coincidentes os mandatos eletivos foi apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL) e assinada por outros 26 senadores.

 

Assim, a partir de 2022, passariam a ser gerais as eleições para presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores.

 

Há no entanto, uma hipótese que até o momento parece ter mais força no Congresso Nacional que é o adiamento da eleição que deveria ocorrer em outubro. O primeiro turno seria postergado para novembro e o segundo turno – onde ocorrer – aconteceria no mês de dezembro.

 

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