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18 Set 2020 - 13:30

Em MT, Bolsonaro minimiza queimadas e cita que agronegócio alimenta 1 bi de pessoas no mundo

A visita do presidente Jair Bolsonaro ao município de Sinop (500 km de Cuiabá) na manhã desta sexta-feira (18) foi marcada por seu discurso enaltecendo o agronegócio e criticando ambientalistas e países que têm cobrado do Brasil ações concretas para conter o avanço das queimadas que seguem destruindo vários biomas de forma descontrolada. Inclusive, o próprio presidente revelou em seu discurso que o avião presidencial precisou arremeter na primeira tentativa de pouso no Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo, por causa da baixa visibilidade.

A nuvem de fumaça que encobre várias cidades mato-grossenses nas últimas semanas é reflexo das queimadas que destroem o Pantanal há viários dias, além da Amazônia. O presidente alegou que as queimadas ocorrem todo ano. "A visibilidade não estava muito boa, pra nossa felicidade, na 2ª vez conseguimos pousar. Nós estamos vendo alguns focos de incêndio acontecendo pelo Brasil. Isso acontece ao longo de anos e temos sofrido uma crítica muito grande porque obviamente quanto mais nos atacarem, melhor interessa pros nossos concorrentes para aquilo que temos de melhor, que é o nosso agronegócio", discursou Jair Bolsonaro.

Na sequência, ele sustentou que as críticas ao Brasil para que coloque em prática um plano estratégico para conter o avanço das queimadas, parte de outros líderes e moradores de nações que já foram destruídas pelo fogo. "Países outros que nos criticam não têm problemas de queimada porque já queimaram tudo no teu país. Nós aqui temos a matriz energética mais limpa do mundo. Nós, proporcionalmente ocupamos uma menor área para agricultura ou para pecuária de qualquer outro país do mundo", disse o presidente.

Ele continuou o discurso em defesa dos produtores do agronegócio e comentou sobre o teor de seu discurso que pretende fazer na Organização das Nações Unidas (ONU). "Somos um exemplo para o mundo, eu gravei há dois dias o discurso que faria na ONU de forma presencial na semana que vem, como fiz no ano passado. E vale a pena recordar falamos do agronegócio, falamos da potencialidade do nosso país e falamos também que era inadmissível o País ter uma quantidade que tinha de terra demarcada para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem sua terra, mas dentro de uma razoabilidade. A ONU queria, conforme contatado por alguns chefes, que nós passássemos de 14% no território demarcado para 20%. Falei-lhes não!", discursou Bolsonaro sendo ovacionado pelo publico presente ao esvento.

De acordo com o presidente, não se pode "sufocar" o setor produtivo que garante a segurança alimentar do Brasil e boa parte do mundo. "Nós não podemos sufocar aquilo que temos aqui, que temos garantido, não só nossa segurança alimentar bem como a segurança alimentar pra mais de 1 bilhão de habitantes no mundo. E fiquei feliz agora quando foi falado que na próxima década nós passaremos a alimentar quase 3 bilhões de pessoas no mundo. Isso não é pra qualquer um, é pra quem tem coragem, pra quem respeita a terra, respeita o meio ambiente, pra quem quer o melhor pra seu país". 

Por fim, o presidente encerrou sua fala elogiando os produtores de todo o país. "Vocês hoje são, na verdade, o grande futuro do nosso Brasil. Aqui é o coração do Brasil, o local onde conseguiremos a nossa verdadeira independência não só econômica, bem como aquela perante o mundo que vai passar cada vez mais a nos respeitar. É motivo de orgulho e satisfação estar aqui", encerrou, sob aplausos dos participantes do ato em homenagem do agronegócio ao presidente.

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