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19 Out 2020 - 17:00

Jayme defende que colega flagrado com R$ 33 mil na cueca se afaste do Senado

Em reunião com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Jayme Campos (DEM) defendeu o afastamento do colega Chico Rodrigues (DEM-RR), ex-vice-líder de Jair Bolsonaro (sem partido). Para o presidente do Conselho de Ética, Chico, que foi pego com dinheiro escondido dentro da cueca, deveria se licenciar do mandato para esclarecer o caso. O prazo seria de 121 dias.

"Se eu fosse ele, eu pediria uma licença por 121 dias para não ter nenhuma dúvida de que ele quer, de fato, esclarecer a verdade. E a verdade, com certeza, será na medida em que este inquérito poderá transformar em processo e ele, o que alega na própria representação, poderá certamente tentar coagir do exercício do mandato alguma pessoa ou outra, quem quer que seja, para que naturalmente não seja retratada a verdade", disse Jayme em entrevista ao Jornal Hoje nesta segunda.O senador informou que a representação dos partidos contra Chico foi encaminhada à Advocacia-Geral do Senado. Contudo, o caso ainda não tem data para ser tratado no Conselho que ainda não retomou as atividades presenciais e tem pautas pendentes de análise.

Flagrado escondendo R$ 33 mil na cueca, Chico alega que o montante não era recurso ilícito. O caso veio à tona após policiais desconfiarem do volume na roupa do político durante uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar. A investigação tratava de possível esquema de desvio de recursos do erário.

Com a grande repercussão, senadores de vários partidos protocolaram representação no Conselho de Ética no Senado pedindo a cassação do mandato do colega. Segundo Jayme, cabe ao plenário decidir sobre a retomada das reuniões presenciais.

"É humanamente impossível, você não pode, em hipótese alguma, votar remotamente uma matéria tão importante como a cassação ou possível cassação ou alguma pena que possa receber o senador Chico Rodrigues", disse o democrata que também se manifestou no mesmo sentido sobre o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, que é investigado por suposta prática de “rachadinha” na Assembleia do Rio de Janeiro.

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