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Acordo nuclear entre EUA e Irã: Trump tenta novas negociações sob ameaça de ação militar; entenda

Após encerrar o acordo nuclear de 2015, Donald Trump tenta novas negociações sob a ameaça de ação militar caso a diplomacia falhe.

Agência da Notícia com G1 Tocantins em Jornal Nacional

08/05/2025 - 16:39

Acordo nuclear entre EUA e Irã: Trump tenta novas negociações sob ameaça de ação militar; entenda

Foto: Jornal Nacional

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reuniram na Itália para negociar um novo acordo nuclear.

No cenário romano, no ambiente da embaixada de Omã, país mediador, foi dado um passo a mais na tentativa de um acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã.

No primeiro mandato, Donald Trump saiu do acordo nuclear firmado em 2015 pelo governo de Barack Obama. Agora, ele quer negociar um novo acordo, sob a sombra da ameaça de desencadear uma ação militar se a diplomacia falhar.

A primeira rodada de negociações foi há uma semana em Omã.

Nesta segunda reunião, também não houve acordo, mas decidiu-se por um novo encontro no dia 26 de abril, com a participação de técnicos e especialistas.




O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou que as negociações estão avançando.

“Devemos ser muito cautelosos, mas também não há motivo para muito pessimismo. Devemos trilhar um caminho do meio, razoável e calmo”, disse o ministro.




Araqchi e o enviado do presidente Donald Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, negociam indiretamente, por meio das autoridades de Omã.

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, declarou que a tentativa de acordo não é uma rendição, mas a tentativa de um acordo equilibrado.

O Irã quer o cancelamento das sanções econômicas contra o país e garantias de que vai poder continuar enriquecendo urânio. Os Estados Unidos querem que o regime se comprometa a não desenvolver armas nucleares.

Nesta Páscoa, Roma também hospeda outro importante colaborador de Donald Trump: o vice-presidente americano, que está em visita diplomática. Católico convertido há seis anos, J.D. Vance não foi recebido pelo Papa Francisco. Antes de ser internado, o Papa chegou a trocar alfinetadas com o vice-presidente por causa das deportações em massa de imigrantes dos Estados Unidos.

O vice-presidente Vance encontrou-se com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. Os dois mantiveram conversas cordiais sobre a situação internacional, especialmente sobre países afetados por guerras, tensões políticas e questões humanitárias difíceis, com atenção especial a imigrantes e refugiados.
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